Júnior Rocha valoriza empate no Re-Pa e destaca entrega do Paysandu: 'Fantástico'

Técnico bicolor minimiza favoritismo do Remo, ressalta reconstrução do elenco e exalta força da base alviceleste.

Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 08:52

Júnior Rocha disputou seu primeiro clássico Re-Pa -
Júnior Rocha disputou seu primeiro clássico Re-Pa - Crédito: Jorge Luís Totti/Paysandu

O técnico do Paysandu, Júnior Rocha, avaliou de forma positiva o empate no clássico Re-Pa disputado neste domingo (8), no Mangueirão. Após a partida, o treinador destacou a competitividade do Papão, que atuou com um jogador a menos durante todo o segundo tempo, e reforçou a confiança no trabalho que vem sendo desenvolvido no clube, que atualmente disputa a Série C do Campeonato Brasileiro.

“O que se fala fora, desconheço, porque não acompanho, não faço questão, porque isso vai só prejudicar. Valorizo nossas convicções. Minha escalação é no dia a dia, performance de treino”, afirmou. 

Durante a coletiva, Rocha também minimizou o discurso de favoritismo do Remo, equipe que está na Série A, e afirmou que fatores externos não interferem no planejamento interno do Paysandu. Segundo o treinador, o foco está totalmente no desempenho diário e na evolução coletiva do elenco.

“É normal as pessoas pensarem que um time de Série A vai sempre vencer o de Série C, e às vezes não discordo, mas sabemos do potencial do nosso elenco. Nosso dia a dia é muito forte, muito organizado", disse.

O comandante bicolor ressaltou que o Paysandu entrou em campo com postura agressiva, pressionando o adversário desde os primeiros minutos. Para ele, apesar de ser comum a ideia de que um time da elite nacional tenha vantagem sobre equipes de divisões inferiores, o futebol é definido por diversos aspectos dentro de campo, e o elenco alviceleste tem qualidade para competir em alto nível.

Júnior Rocha também contextualizou o momento vivido pelo clube, destacando o processo de reconstrução do grupo. De acordo com o técnico, a equipe que iniciou o clássico tinha poucos remanescentes da temporada anterior, o que exige adaptação ao modelo de jogo e às estratégias implantadas pela comissão técnica.

“Estamos reconstruindo a questão de modelo de jogo, estratégias. É um grupo novo, hoje estávamos com três remanescentes apenas. São atletas diferentes, não estão acostumados com o clima, mas vamos nos organizando todos os dias. O comprometimento dos atletas tem sido fantástico”, falou.

Outro ponto enfatizado pelo treinador foi a valorização das categorias de base. Entre os atletas utilizados no clássico, seis foram formados no próprio clube. Um dos destaques citados foi o volante Brian Macapá, que vinha tendo boa atuação até ser expulso no fim da primeira etapa.

Segundo Rocha, a aposta nos jovens faz parte do perfil de trabalho da comissão técnica, priorizando atletas com ambição e disposição para evoluir. O treinador também destacou que a utilização da base passa por ajustes internos e pela busca de um elenco mais eficiente, priorizando qualidade e comprometimento dentro de campo.

“Ninguém gosta de funcionário preguiçoso. A gente não gosta de jogador cansado. Prefiro trabalhar com menino da base, que é sonhador, tem objetivos, do que um cara que vem aqui já de saco cheio de ser cobrado. Esses meninos vão se entregar ao máximo, não vão fazer corpo mole. “Estamos trabalhando com os meninos da base por uma questão de custo. Cometemos alguns erros e agora estamos dando oportunidade. Não queremos quantidade, queremos qualidade”, finalizou.

Na avaliação do comandante bicolor, o grupo tem mostrado alto nível de dedicação, fator considerado essencial para a evolução do Paysandu ao longo da temporada.