‘Lei Vini Jr.’ estreia com expulsão histórica na Copa do Mundo 2026

A regra ganhou força após o episódio envolvendo Vinicius Junior e o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, em jogo da Champions League.

Publicado em 20 de junho de 2026 às 08:38

(O incidente ocorreu nos acréscimos do primeiro tempo (45'+3). 
(O incidente ocorreu nos acréscimos do primeiro tempo (45'+3).  Crédito: Redes Sociais/X

A nova regra aprovada pela IFAB para combater insultos discriminatórios foi aplicada pela primeira vez na Copa do Mundo. O paraguaio Miguel Almirón recebeu cartão vermelho direto após cobrir a boca enquanto discutia com o turco Mert Müldür, na partida entre Turquia e Paraguai, válida pelo Grupo D.

O incidente ocorreu nos acréscimos do primeiro tempo (45'+3). Afastado de uma jogada, Almirón colocou a mão sobre a boca ao dirigir palavras ao adversário. Jogadores turcos reclamaram imediatamente, e o árbitro salvadorenho Iván Barton foi chamado ao VAR. Após revisão, o juiz não hesitou: cartão vermelho direto para o meia paraguaio.

Contexto da regra

A medida, popularmente conhecida como “Lei Vini Jr.”, ou “Lei Prestianni” em alguns países, foi aprovada em abril de 2026 durante reunião da International Football Association Board (IFAB) em Vancouver, no Canadá. Ela prevê cartão vermelho para qualquer jogador que cobrir a boca, com a mão, braço ou camisa — em situações de confronto com adversários. O objetivo é eliminar a “impunidade” de insultos racistas, homofóbicos ou discriminatórios que ficariam ocultos.

A regra ganhou força após o episódio envolvendo Vinicius Junior e o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, em jogo da Champions League. A FIFA a adotou para a Copa de 2026. Jogadores podem cobrir a boca em conversas amistosas, mas o gesto em contextos de discussão passa a ser punido com rigor.

O jogo

Apesar da desvantagem numérica durante todo o segundo tempo, o Paraguai segurou a vitória por 1 a 0, com gol relâmpago de Matías Galarza aos 64 segundos — o mais rápido da competição até o momento. A Albirroja eliminou a Turquia da Copa e manteve vivas as chances de classificação.

Almirón deixou o campo visivelmente abalado, com lágrimas nos olhos. A expulsão gerou polêmica imediata nas redes sociais e na imprensa: para alguns, representa avanço no combate ao racismo; para outros, aplicação excessivamente rigorosa ou de difícil interpretação em campo.

A FIFA ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso, mas a aplicação marca o início de uma nova era de tolerância zero contra comportamentos que escondem ofensas. Árbitros receberam orientações específicas sobre o tema antes do torneio.

A “Lei Vini Jr.” já é uma das grandes novidades da Copa 2026, ao lado de outras mudanças como VAR mais atuante e punições por simulação.

Com informações do portal Estadão