Márcio Tuma destaca chapa única e pede união: “Todo mundo é Paysandu”

Presidente bicolor relaciona ausência de oposição na eleição ao reconhecimento do trabalho da atual gestão.

Publicado em 20 de outubro de 2026 às 13:01

Márcio Tuma, presidente do Paysandu -
Márcio Tuma, presidente do Paysandu - Crédito: Jorge Luís Totti/Paysandu

O presidente do Paysandu Sport Club, Márcio Tuma, destacou a importância da união entre situação e oposição durante o processo eleitoral do clube. Em entrevista à imprensa, o dirigente comentou a inscrição de apenas uma chapa para a eleição marcada para o dia 3 de novembro e afirmou que a decisão dos grupos de oposição de não apresentar uma candidatura representa, em sua avaliação, um reconhecimento ao trabalho realizado pela atual gestão.

Crédito: @paysandumilgrau

“Isso, para mim, tem uma resposta: é um reconhecimento do trabalho que vem sendo feito”, declarou Tuma. O presidente também ressaltou que, mesmo nos períodos mais difíceis da história recente do Paysandu, costumava haver chapas concorrentes nas eleições.

O dirigente ainda fez um agradecimento aos grupos tradicionalmente opositores e defendeu a união em torno dos interesses do clube, independentemente de posicionamentos políticos internos.

Tuma vê chapa única como "reconhecimento da gestão"

A eleição presidencial do Paysandu está marcada para 3 de novembro. A única chapa inscrita é a "Papão da Curuzu", liderada por Márcio Tuma, com Diego Moura e Ícaro Sereni como candidatos a vice-presidentes para o biênio 2027/2028.

Em declaração sobre o cenário eleitoral, Tuma afirmou que a ausência de uma candidatura concorrente é um fato significativo, considerando o histórico político do clube.

“Então, eu até parabenizo aquela oposição tradicional do Paysandu que resolveu não lançar. Vamos unir esforços aqui, vamos estar todo mundo junto, independente de situação, de oposição. Todo mundo é Paysandu”, afirmou.

O presidente também fez referência ao processo de continuidade administrativa ao dizer: “Time que está ganhando não se mexe”. A frase foi utilizada ao comentar a perspectiva de manutenção da atual composição à frente do clube.

Apesar da chapa única, a eleição precisa seguir os procedimentos previstos no estatuto bicolor. A votação dos associados também envolve a escolha de integrantes dos conselhos do clube.

Planejamento para 2027 passa pelo futebol

A declaração ocorre em um momento de mudanças no departamento de futebol do Paysandu. Depois de encerrar a temporada de 2026 sem conquistar o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro, o clube iniciou o planejamento para o próximo ano.

O Papão conquistou o Campeonato Paraense, a Copa Norte e a Copa Verde nesta temporada, mas não alcançou o principal objetivo nacional. A permanência na Série C aumentou a necessidade de reorganização do elenco e da estrutura responsável pelo futebol profissional.

A diretoria confirmou as saídas do diretor Alberto Maia, do executivo Marcelo Sant’Ana e do gerente Vandick Lima. O clube informou que anunciará posteriormente os profissionais que ocuparão os cargos.

A definição dos responsáveis pelo departamento será uma das etapas importantes para estruturar o projeto esportivo de 2027, incluindo contratações, renovações e a escolha da comissão técnica.

Eleição definirá próximos passos do clube

A chapa única liderada por Tuma deverá dar continuidade ao trabalho administrativo no próximo biênio, caso seja aprovada pelos associados. Além da presidência e das vice-presidências, o processo eleitoral contempla a composição dos conselhos do Paysandu.

Para o dirigente, o momento deve ser de união em torno da instituição, sobretudo diante dos desafios financeiros e esportivos que o clube precisa enfrentar.

A expectativa é que, após a eleição e a consolidação da nova gestão, o Paysandu avance nas decisões sobre o planejamento da próxima temporada e na montagem de uma equipe competitiva para tentar retornar à Série B em 2027.

Texto por Pedro Moraes.