MPPA arquiva denúncia sobre supostas irregularidades financeiras no Paysandu

Ministério Público do Pará afirma que não encontrou provas concretas para dar continuidade à investigação contra o clube bicolor.

Publicado em 17 de abril de 2026 às 11:19

Papão comemorou a decisão do MP - 
Papão comemorou a decisão do MP -  Crédito: Divulgação/Paysandu

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) decidiu arquivar a denúncia que apurava supostas irregularidades financeiras no Paysandu Sport Club. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (16) e encerra o procedimento aberto após representação apresentada pelo ex-dirigente Frederico Carvalho, que apontava indícios de gestão temerária na administração bicolor.

Conforme o MPPA, não foram identificados elementos suficientes que justificassem o prosseguimento das investigações. No documento oficial, a promotoria destacou que não houve comprovação concreta e individualizada de eventual desvio patrimonial, além de considerar que parte das alegações tinha caráter opinativo.

A denúncia questionava principalmente a suposta falta de prestação de contas relacionada a verbas de patrocínio entre os anos de 2021 e 2024. Segundo o material apresentado ao órgão ministerial, não estariam disponíveis no site oficial do clube ou da Federação Paraense de Futebol atas de assembleias gerais referentes às prestações de contas do período citado.

Outro ponto levantado dizia respeito à suposta movimentação de recursos em contas particulares. De acordo com a representação, valores oriundos de contratos de patrocínio e do programa Sócio Bicolor teriam sido depositados em conta vinculada ao então diretor financeiro, o que levantou questionamentos sobre transparência contábil.

As acusações também mencionavam dispositivos previstos na Lei Pelé e na Lei Geral do Esporte, que tratam da obrigatoriedade de divulgação de demonstrações financeiras auditadas e do acesso público às informações administrativas. O documento ainda citava reflexos esportivos e administrativos, como o transfer ban aplicado pela Fifa ao clube em negociação envolvendo o jogador Keffel.

Mesmo diante dos apontamentos, o Ministério Público concluiu que não havia provas suficientes de irregularidades ou ilegalidades na condução financeira do Paysandu.

Advogado do clube, Mateus Casemiro afirmou que a diretoria sempre defendeu a lisura da gestão. Segundo ele, o arquivamento confirma que as acusações não possuíam base jurídica ou probatória consistente.

Em nota, o Paysandu agradeceu o apoio de torcedores, parceiros e colaboradores e reafirmou compromisso com a seriedade institucional, a boa governança e o fortalecimento do futebol paraense.