Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 13:59
Em entrevistas recentes, o ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho voltou a falar sobre o envolvimento no maior escândalo de manipulação de resultados do futebol brasileiro, a Máfia do Apito, revelada durante o Campeonato Brasileiro de 2005.>
Edilson ficou marcado por integrar um esquema ligado a apostas ilegais, no qual recebia dinheiro para interferir diretamente no resultado das partidas que apitava. Ao todo, 11 jogos sob sua arbitragem foram anulados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva e remarcados, em uma decisão inédita que alterou a classificação daquela edição do Brasileirão.>
O caso veio à tona após reportagem da revista Veja, que detalhou a atuação do grupo e a ligação com empresários ligados a sites de apostas. Preso em setembro de 2005, Edilson acabou banido do futebol e recebeu punição vitalícia, encerrando de forma definitiva a carreira na arbitragem.>
Desde então, o episódio é lembrado como um dos maiores golpes à credibilidade do futebol nacional, com impacto direto sobre clubes, torcedores e a organização da competição. Anos depois, Edilson passou a reconhecer publicamente a manipulação e a refletir sobre os desdobramentos do caso em sua vida pessoal e profissional.>
Em entrevista ao podcast Canal do Cosme Rímoli, o ex-árbitro afirmou que recebeu cerca de R$ 68 mil e classificou a decisão como um erro que destruiu sua carreira, sua família e sua reputação. Ele relatou o isolamento, a perda de oportunidades de trabalho e o rompimento com a esposa e a filha, além de afirmar que a punição, para ele, é permanente.>
Ao relembrar o período, Edilson reconheceu que suas ações abalaram a credibilidade do futebol brasileiro e disse que jamais imaginou a dimensão das consequências, afirmando que segue convivendo com o peso de ter se tornado um símbolo negativo da história do esporte no país.>