Presidente da Fifa é acusado de receber R$ 8,8 milhões extras ligados à Copa de 2026

Documentos fiscais nos Estados Unidos apontam pagamento a Gianni Infantino em 2024, mas o valor não aparece no relatório público de remuneração da entidade.

Publicado em 13 de outubro de 2026 às 15:51

Documentos fiscais nos Estados Unidos apontam pagamento a Gianni Infantino em 2024, mas o valor não aparece no relatório público de remuneração da entidade.
Documentos fiscais nos Estados Unidos apontam pagamento a Gianni Infantino em 2024, mas o valor não aparece no relatório público de remuneração da entidade. Crédito: Reprodução

Documentos fiscais apresentados nos Estados Unidos indicam que Gianni Infantino, presidente da Fifa, recebeu US$ 1,76 milhão, o equivalente a cerca de R$ 8,82 milhões, de uma empresa ligada à organização da Copa do Mundo de 2026. O pagamento teria sido feito em 2024, mas não consta no relatório anual da entidade que detalha os ganhos do dirigente.

A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Times, que teve acesso à declaração fiscal da FWC2026 US Inc., empresa criada para organizar o Mundial nos Estados Unidos. O documento registra o repasse a Infantino além da remuneração informada publicamente pela Fifa.

Do total registrado, US$ 626 mil, cerca de R$ 3,14 milhões, foram classificados em outra categoria de pagamentos. Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que parte desse dinheiro teria sido utilizada para custear o aluguel de uma mansão em Miami.

A documentação levantou questionamentos sobre a remuneração do presidente da entidade, principalmente porque o valor não aparece no relatório público referente a 2024.

Procurada sobre o caso, a Fifa negou que Infantino receba um segundo salário. A entidade declarou que a remuneração do presidente é definida por uma comissão independente e que suas contas são submetidas a auditorias externas.

A organização, no entanto, não esclareceu por que o pagamento registrado nos documentos fiscais da empresa ligada à Copa de 2026 não foi incluído no relatório de remuneração divulgado em 2024.

Até o momento, as informações divulgadas apontam para uma diferença entre os registros fiscais da empresa e os dados apresentados publicamente pela Fifa. O caso envolve a transparência sobre os pagamentos feitos ao principal dirigente do futebol mundial.