Sede do Remo amanhece com faixas de protesto contra presidente e elenco

Torcedores comparam time a empresa de delivery por "entregar em casa" e chamam mandatário azulino de “medíocre” após sequência negativa no Brasileirão e eliminações precoces.

Publicado em 29 de abril de 2026 às 16:00

Faixas de protesto colocadas no portão da sede social do clube, localizada na Avenida Nazaré, em Belém.
Faixas de protesto colocadas no portão da sede social do clube, localizada na Avenida Nazaré, em Belém. Crédito: Reprodução/Redes Sociais

O clima de insatisfação no Clube do Remo ganhou novos contornos na noite da última terça-feira (28), quando faixas de protesto foram colocadas no portão da sede social do clube, localizada na Avenida Nazaré, em Belém. As manifestações se dá a indignação da torcida com o desempenho da equipe na temporada, que acumula resultados negativos em múltiplas competições.

As críticas tiveram como alvos principais o presidente do clube, conhecido como Tonhão, rotulado de “medíocre”, e o plantel de jogadores. Em tom de ironia, o elenco foi comparado a uma empresa de delivery pela prática de “entregar em casa”, uma alusão às derrotas sofridas dentro de seus domínios, como o recente revés para o Cruzeiro no Baenão.

O Leão foi vice-campeão do Parazão diante do seu maior rival, sofreu uma eliminação precoce na Copa Norte e faz uma campanha preocupante no Campeonato Brasileiro. Na Série A, a equipe venceu apenas uma partida em 13 rodadas e ocupa a penúltima colocação na tabela, somando 8 pontos, seis a menos que o primeiro time fora da zona de rebaixamento.

Diante da pressão, o presidente Tonhão emitiu um comunicado oficial na última segunda-feira (27) admitindo a "incompetência" e o momento ruim, embora tenha ressaltado que não pretende desistir de buscar a recuperação do clube. O ambiente interno também é conturbado por episódios de indisciplina, como o gesto obsceno feito pelo zagueiro Tassano para a torcida, e denúncias de agressão física contra uma torcedora nas arquibancadas durante o último jogo.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.