Publicado em 30 de maio de 2026 às 18:09
Neste sábado (30), Jason Miller, aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou as redes sociais para ironizar declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a decisão do governo norte-americano de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Na publicação, Miller escreveu que Lula deveria "chorar mais" e utilizou a expressão "womp womp", popularmente usada na internet para demonstrar deboche ou indiferença diante de reclamações.>
A manifestação ocorreu um dia após Lula comentar o tema durante agenda em Sergipe. Na ocasião, o presidente criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL), a quem chamou de "traidor" por ter viajado aos Estados Unidos para se reunir com autoridades americanas.>
Durante o evento, Lula afirmou que Flávio foi aos Estados Unidos pedir uma intervenção no Brasil e comparou a atitude do parlamentar à de Joaquim Silvério dos Reis, conhecido por delatar os participantes da Inconfidência Mineira. O presidente também declarou que, se o pedido fosse para prender milicianos, eles permaneceriam detidos no país.>
Lula aproveitou o discurso para defender a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, atualmente em tramitação no Senado. Segundo ele, a medida é um caminho para fortalecer o combate ao crime organizado no Brasil.>
Nesta semana, Flávio Bolsonaro se reuniu com Donald Trump na Casa Branca. Após o encontro, o senador confirmou que solicitou ao presidente americano a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.>
Dias depois da reunião, a Casa Branca anunciou que pretende incluir as duas facções na lista de grupos terroristas. A medida é criticada pelo governo brasileiro, que avalia que a decisão pode abrir espaço para possíveis interferências dos Estados Unidos em questões relacionadas à segurança pública no país.>
Ao comentar a decisão, Lula afirmou que, para iniciar o combate ao crime organizado ligado à lavagem de dinheiro, os Estados Unidos deveriam começar investigando empresas instaladas no estado de Delaware, citado pelo presidente durante seu discurso.>