Homem é condenado após viver escondido em porão de casa por três meses

Moradores não sabiam que dividiam o imóvel com um estranho; estrutura improvisada tinha cozinha, iluminação e área de lazer.

Publicado em 30 de maio de 2026 às 18:35

Moradores não sabiam que dividiam o imóvel com um estranho; estrutura improvisada tinha cozinha, iluminação e área de lazer.
Moradores não sabiam que dividiam o imóvel com um estranho; estrutura improvisada tinha cozinha, iluminação e área de lazer. Crédito: Reprodução

Nesta terça-feira (26), a Justiça do estado de Oregon, nos Estados Unidos, condenou Beniamin Bucur, de 41 anos, a três anos de prisão por ter vivido durante quase três meses em um porão improvisado sob uma casa geminada sem o conhecimento dos moradores. O caso foi descoberto em setembro do ano passado, após um vizinho perceber a presença de um homem desconhecido na propriedade e acionar a polícia.

Segundo as autoridades, Bucur ocupava um espaço conhecido como "crawlspace", área localizada entre o piso da residência e o solo, comum em algumas casas americanas. O local costuma ser estreito e utilizado apenas para acesso a instalações e manutenção.

Ao chegar à residência, os policiais precisaram arrombar uma porta para acessar o compartimento. No interior, encontraram uma estrutura improvisada considerada completa, com iluminação, cozinha e até uma área de entretenimento.

Na casa moravam um casal e uma filha pequena, que, de acordo com a investigação, não sabiam da presença do homem no imóvel. As autoridades afirmaram que a família permaneceu alheia à situação durante todo o período em que Bucur ocupou o espaço.

Os investigadores também identificaram uma rede improvisada de cabos conectada ao sistema elétrico da residência. Durante as buscas, foram encontrados uma espada, diversas facas e um cachimbo com resíduos de metanfetamina.

O júri considerou Bucur culpado por arrombamento em primeiro grau. Além da condenação já determinada, ele ainda responde a outras acusações de arrombamento no condado de Washington, também no estado de Oregon.

O advogado do acusado não comentou a decisão judicial.