Publicado em 9 de julho de 2026 às 10:20
O fantasma de um desastre nuclear de proporções globais voltou a assombrar o planeta nesta quinta-feira (8), por volta de meio dia no horário local. Um bombardeio aéreo das forças dos Estados Unidos atingiu os arredores da usina nuclear de Bushehr, localizada no sudoeste do Irã, além de alcançar um cais de pesca na região vizinha de Asaluyeh.>
A investida militar gerou pânico internacional pelo fato de o complexo ser a única instalação atômica ativa em todo o território iraniano, tendo sido erguida em uma cooperação estratégica com o governo da Rússia.>
De acordo com relatos de Ehsan Jahanian, funcionário da própria usina, a estrutura física da central nuclear não sofreu danos no impacto. Complementando a informação, o vice governador da província de Bushehr garantiu à mídia local que, felizmente, ninguém morreu ou ficou ferido na explosão daquela área.>
Apesar de o susto não ter deixado vítimas diretas, a proximidade do alvo acendeu o sinal vermelho no mundo inteiro, já que o chefe da agência nuclear russa, Alexey Likhachev, havia alertado no ano passado que qualquer ofensiva militar contra o complexo de Bushehr poderia desencadear um cenário catastrófico similar ao acidente histórico de Chernobyl.>
Esse grave incidente é o ápice de um efeito dominó que começou a desmoronar após o presidente Donald Trump anunciar o fim do memorando de entendimento que havia sido costurado entre Washington e Teerã. O documento garantia um cessar fogo temporário e abria caminhos para um tratado definitivo de paz. Os Estados Unidos justificam a quebra do pacto alegando que o exército do Irã sabotou e atacou embarcações civis e comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz.>
O governo iraniano, por sua vez, rechaça veementemente as acusações e joga a responsabilidade de volta na Casa Branca, afirmando que os americanos violaram os compromissos assumidos nas negociações.>
O cancelamento da trégua deu início a uma guerra aberta na região, com bombardeios pesados de ambos os lados que já duram dias. O Comando Central dos Estados Unidos lançou uma chuva de mísseis, atingindo mais de oitenta alvos e outros noventa na sequência, o que resultou na morte de catorze pessoas segundo o Ministério da Saúde do Irã.>
Como resposta, Teerã retaliou lançando mísseis contra bases militares dos Estados Unidos espalhadas pelo Oriente Médio, mirando instalações localizadas no Catar, Kuwait e Bahrein, criando um cenário de tensão tão severo que o governo da Jordânia confirmou ter interceptado artefatos iranianos em seu próprio espaço aéreo.>