Publicado em 10 de julho de 2026 às 12:18
Quase quatro meses após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, ainda não foi localizado pela Justiça para ser formalmente notificado sobre a ação em que é acusado de importunação sexual contra a ex-ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.>
De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, oficiais de Justiça não conseguiram encontrar Almeida nos endereços inicialmente apresentados ao processo. Diante das tentativas sem sucesso, a PGR encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) novos locais onde o ex-ministro poderá ser procurado.>
A denúncia foi apresentada em março pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e tramita sob sigilo no STF. O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça, que determinou a citação do ex-ministro — etapa obrigatória para que ele seja oficialmente informado da acusação e tenha prazo para apresentar sua defesa.>
Sem a notificação de Silvio Almeida, o processo permanece parado. Isso porque o Supremo só poderá analisar a denúncia e decidir se abre uma ação penal após a manifestação da defesa.>
Na última semana, a Procuradoria devolveu os autos ao STF indicando novos endereços para a localização do ex-ministro. A expectativa é que uma nova tentativa de notificação seja realizada nos próximos dias.>
Segundo a denúncia da PGR, as provas reunidas durante a investigação reforçam o relato apresentado por Anielle Franco. Entre as testemunhas ouvidas está o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que participou de uma reunião em que a suposta importunação teria ocorrido.>
As acusações vieram à tona em 2024 e resultaram na demissão de Silvio Almeida do Ministério dos Direitos Humanos por decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em setembro daquele ano. Desde então, o caso segue sob análise da Justiça.>