Ataque massivo russo destrói mosteiro histórico e deixa rastro de mortes na Ucrânia

Ofensiva aérea russa atinge Patrimônio Mundial da Unesco em Kiev, enquanto tática cruel em Kharkiv mata socorristas.

Publicado em 15 de junho de 2026 às 07:42

Ataque massivo russo destrói mosteiro histórico e deixa rastro de mortes na Ucrânia
Ataque massivo russo destrói mosteiro histórico e deixa rastro de mortes na Ucrânia Crédito: Reprodução/Redes sociais

Uma das madrugadas mais violentas dos últimos tempos transformou o céu da Ucrânia em um cenário de destruição nesta segunda-feira (15). Em um ataque coordenado de proporções gigantescas, forças russas lançaram centenas de mísseis e drones contra várias regiões do país, atingindo em cheio o coração cultural e religioso da capital.

O Mosteiro das Cavernas, um complexo sagrado erguido no século XI e reconhecido globalmente pela Unesco, teve parte de sua estrutura consumida pelas chamas. Além do prejuízo histórico irreparável, a ofensiva espalhou terror por bairros residenciais, deixando dezenas de civis feridos e equipes de resgate mortas em uma emboscada tática.

O bombardeio feriu gravemente a identidade cultural ucraniana, espalhando faíscas e fumaça pelo telhado da Catedral da Dormição, a joia da Lavra de Kyiv-Pechersk. Fundado em 1051, o mosteiro resistiu a séculos de história para agora ser parcialmente destruído por armamentos modernos. A reação das lideranças locais e internacionais foi imediata e carregada de revolta. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, usou as redes sociais para classificar o ato como um ataque direto à cultura cristã e cobrou pressões severas do G7, exigindo novos sistemas de defesa aérea.

No âmbito religioso, o metropolita Epifânio definiu o episódio como um atentado contra a própria humanidade e a memória do país. Enquanto isso, o governo ucraniano aciona a Unesco em caráter de urgência, e o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, comparou a gravidade do ocorrido a um suposto bombardeio contra a Catedral de Notre Dame.

A Força Aérea da Ucrânia viveu uma noite de operação extrema para tentar conter a chuva de ferro, contabilizando a impressionante marca de 70 mísseis e 611 drones cruzando as fronteiras. Embora a defesa eletrônica e os escudos antiaéreos tenham conseguido neutralizar a grande maioria das ameaças, somando 632 alvos interceptados, cerca de 42 locais sofreram impactos diretos de mísseis balísticos e dispositivos explosivos.

Nas ruas, o cenário foi devastador e marcado por estratégias cruéis, especialmente em Kharkiv. Na segunda maior cidade do país, a Rússia utilizou a tática conhecida como toque duplo, que consiste em lançar um segundo ataque com drones exatamente no mesmo local de um bombardeio anterior, logo após a chegada das equipes de emergência. Essa armadilha tirou a vida de cinco profissionais de resgate que tentavam salvar vítimas.

Na capital, Kiev, edifícios residenciais de grande porte, mercados e pequenos comércios foram pulverizados em menos de meia hora por mísseis que atingiram alvos civis de forma deliberada, segundo as autoridades locais. Entre os mais de 30 feridos na cidade, a presença de duas crianças de 5 e 6 anos reforça o desespero das famílias desalojadas. Cidades como Dnipro e Sumy também registraram colégios destruídos, janelas estilhaçadas em casas de cultura e civis feridos sob uma chuva de artilharia e bombas guiadas.

Como resposta imediata ao dia de terror, forças ucranianas organizaram um contra-ataque focado na infraestrutura logística de Kherson, mirando drones contra duas pontes estratégicas que conectam a região ocupada à Península da Crimeia, o que bloqueou completamente o tráfego na área para impedir o fluxo russo.

Do outro lado do front, o Ministério da Defesa da Rússia manteve uma narrativa fria e técnica, confirmando a autoria dos disparos, mas negando categoricamente ter mirado em civis ou templos religiosos. Segundo a nota oficial de Moscou, a operação utilizou armas de alta precisão voltadas apenas para bases aéreas, indústrias de armas e centros de recrutamento militar, alegando que todas as metas da noite foram cumpridas com sucesso.