Publicado em 30 de abril de 2026 às 09:49
Durante um voo de rotina que partiu de São Francisco com destino a São Diego na última quarta-feira (29), o piloto do voo 1980 da United Airlines sentiu o impacto de um objeto inesperado: um drone que cruzou o caminho da aeronave a mais de mil metros de altitude. O equipamento, descrito pelo comandante como um aparelho vermelho e brilhante, bateu na fuselagem, mas felizmente não causou estragos e todos os passageiros desembarcaram sem problemas.>
O diálogo tenso entre a cabine e a torre de controle marcou o momento do acidente. Enquanto guiava o avião para a aproximação final, o piloto informou que havia colidido com o dispositivo por volta dos 3.000 pés, o que equivale a pouco mais de 900 metros. Ele descreveu o susto, mas manteve a compostura necessária para garantir que o trajeto terminasse em terra firme. Imediatamente, a equipe de tráfego aéreo começou a emitir alertas para outras aeronaves na mesma região, embora nenhum outro comandante tenha visualizado o equipamento no céu.>
O ocorrido traz à tona um problema sério sobre a segurança nos céus. As normas da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), assim como as diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no Brasil, são muito claras: drones não autorizados têm um limite de voo estabelecido em até 120 metros de altitude, o equivalente a 400 pés. Além disso, é estritamente proibido operar esses equipamentos perto de aeroportos. Ultrapassar essa marca e invadir o espaço aéreo comercial coloca em risco a vida de centenas de pessoas que viajam todos os dias.>
Após o pouso em San Diego, a United Airlines divulgou uma nota tranquilizando a todos. Os engenheiros e a equipe de manutenção realizaram uma inspeção minuciosa em toda a estrutura do avião e não encontraram nenhum tipo de avaria. A aeronave estava intacta, provando que, por mais assustador que tenha sido o momento, o material suportou a batida.>