Publicado em 29 de outubro de 2026 às 17:28
Por Rui Guilherme Filho - Belém (PA)>
Após os israelenses irem às urnas na última terça-feira (27) para definir a composição do Knesset, o parlamento do país, uma situação surpreendeu o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Com 99% das urnas apuradas, o Likud, partido do premiê, liderou as votações, porém, não irá compor a maioria do plenário, que garantiria a sua permanência no cargo.>
Em contrapartida, o bloco oposicionista encabeçado pelo general Gadi Eisenkot ficou em segundo lugar, e os partidos árabes, também oposicionistas, registraram um desempenho superior ao previsto nas pesquisas de intenção de voto. Com a expectativa de união entre os dois partidos contra o Likud, Netanyahu alegou que o crescimento recorde dos partidos árabes nas eleições desta semana foi impulsionado, em parte, por fraude eleitoral, sendo rechaçado pelos partidos árabes, acusando o premiê de incitação.>
Para entender a situação, o Knesset possui 120 cadeiras. Para conquistar a maioria do plenário, os partidos precisam alcançar, no máximo, 61 vagas, além de receber pelo menos 3,25% dos votos válidos. Caso contrário, os votos são excluídos da conta final.>
A maioria do plenário garante, inclusive, a eleição de um representante dessa ala para o cargo de primeiro-ministro. O governo de Netanyahu está durando pelo fato de o Likud ter sempre a maioria do plenário. Com a oposição sendo a maioria, o futuro do premiê está completamente ameaçado.>