Casal é preso após investigação revelar barbárie e morte de menina de 3 anos

Mãe e padrasto tentaram despistar médicos inventando acidente doméstico, mas perícia descobriu histórico de violência movido por ciúmes doentio.

Publicado em 14 de maio de 2026 às 09:03

Sirene
Sirene Crédito: Reprodução/Arquivo

Um crime de extrema crueldade chocou os moradores da região de Zulia, na Venezuela. Um casal foi detido pelas autoridades locais após a descoberta do assassinato de Dreilys Jhoana Domínguez, uma criança de apenas 3 anos.

O caso começou a vir à tona quando a mãe, Jissel Jerkin Domínguez, e o padrasto, Rafael Enrique González, levaram a menina às pressas para uma unidade hospitalar. Na tentativa de despistar a equipe médica, a mãe sustentou a versão de que a filha havia sofrido uma queda da cama e, por isso, estava desmaiada. Os profissionais de saúde, contudo, constataram imediatamente que a vítima já chegou sem vida e exibia marcas nítidas de espancamento e violência sexual.

Assim que os médicos confirmaram o óbito e desconfiaram do cenário, o casal percebeu o risco e fugiu do hospital. A fuga, no entanto, durou pouco tempo, e a polícia conseguiu localizar e prender os dois suspeitos em seguida. As investigações policiais revelaram uma dinâmica familiar assustadora: o padrasto havia cometido abusos contra a enteada e, ao descobrir a situação, em vez de proteger a criança, a mãe foi tomada por um sentimento de ciúmes doentio e passou a descarregar sua fúria na própria filha por meio de agressões contínuas.

Os exames periciais e o laudo médico detalharam a gravidade da tortura sofrida pela vítima. O corpo de Dreilys apresentava cicatrizes e marcas antigas de agressões físicas severas, além de queimaduras graves na região íntima que foram provocadas de forma cruel com o uso de uma colher quente.

A violência extrema interrompeu a vida da menina e destruiu o ambiente familiar, onde também vivia outro bebê do casal. Após a formalização das prisões, os dois acusados foram transferidos para uma unidade prisional, onde permanecem reclusos enquanto aguardam o julgamento diante dos tribunais.