Brigada do Pará entra em plano estratégico do Exército Brasileiro

Nova diretriz militar amplia foco em defesa cibernética, drones e proteção da Amazônia diante de tensões globais

Publicado em 14 de maio de 2026 às 09:58

Comando Militar do Norte realiza formatura do Dia do Exército aberta ao público.
Comando Militar do Norte realiza formatura do Dia do Exército aberta ao público. Crédito: Ascom/CMN

O Exército Brasileiro iniciou uma ampla reorganização de suas tropas para se adaptar a possíveis cenários de guerra mais tecnológicos e complexos. A medida surge em meio ao aumento das tensões internacionais e ao avanço de ferramentas militares modernas, como drones, inteligência artificial, ataques cibernéticos e armamentos de precisão.

A nova política foi oficializada por meio de uma portaria assinada pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva, e prevê mudanças na estrutura operacional da Força. O objetivo é preparar militares para atuar em conflitos chamados de “multidomínio”, que envolvem desde combates terrestres até operações digitais e guerra eletrônica.

Dentro do novo planejamento estratégico, o Exército definiu que parte do efetivo ficará em estado permanente de prontidão para respostas rápidas em situações consideradas críticas. A meta é manter cerca de 20% das tropas preparadas para mobilização imediata.

Entre as unidades selecionadas para atuar com alto nível de prontidão está a Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Marabá, no sudeste do Pará. A escolha reforça a importância estratégica da Amazônia dentro do sistema de defesa nacional.

Além da brigada paraense, também foram incluídas unidades especializadas em operações aéreas, mecanizadas e blindadas instaladas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

Segundo análises ligadas ao setor de defesa, o novo modelo considera que o Brasil possui recursos naturais e estruturas estratégicas de interesse internacional, como reservas minerais, petróleo, biodiversidade, água e sistemas de energia e telecomunicações. A proteção dessas áreas passou a ser tratada como prioridade dentro da nova doutrina militar.

Outro ponto observado pelo Exército é a dependência de equipamentos e munições produzidos no exterior. O crescimento da demanda militar em vários países tem provocado dificuldades de abastecimento e pressão sobre a indústria global de defesa, cenário que também acendeu alerta nas Forças Armadas brasileiras.