Caso Epstein volta a repercutir 7 anos após a morte; entenda quem foi o bilionário

O bilionário esteve no centro de um dos maiores escândalos de abuso sexual envolvendo pessoas poderosas dos Estados Unidos e de outros países.

Publicado em 7 de fevereiro de 2026 às 15:07

Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein Crédito: Reprodução 

Sete anos após a morte de Jeffrey Epstein, o nome do financista norte-americano voltou a circular com força nas redes sociais e no noticiário internacional. O bilionário esteve no centro de um dos maiores escândalos de abuso sexual envolvendo pessoas poderosas dos Estados Unidos e de outros países.

Jeffrey Epstein nasceu em Nova York, em 1953. Ele iniciou a carreira como professor, mas ganhou fortuna no mercado financeiro, atuando como consultor de grandes bilionários. Com o tempo, construiu uma ampla rede de contatos que incluía políticos, empresários, celebridades e membros da realeza.

As acusações contra Epstein vieram à tona nos anos 2000. Ele foi apontado como chefe de uma rede de tráfico e abuso sexual de meninas menores de idade, algumas com apenas 14 anos. Segundo investigações, as vítimas eram recrutadas para encontros em mansões do financista, nos Estados Unidos e em outros países.

Em 2008, Epstein firmou um acordo judicial considerado extremamente brando. Ele cumpriu cerca de 13 meses de prisão em regime flexível e se registrou como agressor sexual, o que gerou duras críticas à Justiça americana.

O caso voltou a ganhar força em 2019, quando Epstein foi preso novamente, desta vez em âmbito federal, acusado de tráfico sexual de menores. Pouco depois, ele foi encontrado morto em sua cela, em agosto daquele ano. A versão oficial apontou suicídio por enforcamento, mas a morte levantou suspeitas e alimentou teorias da conspiração, especialmente por causa das figuras influentes ligadas a ele.

Mesmo após a morte, documentos judiciais e investigações continuaram revelando detalhes sobre o funcionamento da rede e o comportamento do financista. Entre os materiais divulgados estão e-mails com falas ofensivas e misóginas, incluindo comentários em que Epstein se referiu de forma depreciativa a mulheres do Norte do Brasil.

A combinação de crimes graves, conexões poderosas e lacunas deixadas pela investigação faz com que o caso Jeffrey Epstein continue repercutindo anos depois, sem que todas as perguntas tenham sido plenamente respondidas.