Publicado em 21 de fevereiro de 2026 às 14:20
Pesquisadores chineses relataram o que pode ser a primeira reversão documentada de diabetes tipo 2 utilizando terapia com células-tronco, um avanço considerado histórico na medicina regenerativa.>
O diabetes tipo 2 é uma das doenças crônicas mais comuns no mundo, com alta incidência em países como Índia e Brasil. A condição ocorre quando o organismo não consegue utilizar adequadamente a insulina, resultando no aumento dos níveis de açúcar no sangue. Em muitos casos, os pacientes dependem de medicamentos contínuos e, quando passam a necessitar de insulina injetável, a recuperação da função natural do pâncreas é considerada extremamente rara.>
No caso divulgado, o paciente conseguiu interromper o uso de insulina após passar por um tratamento experimental.>
Como funciona a técnica>
A terapia consistiu na coleta de células-tronco, do próprio paciente ou de um doador, que foram reprogramadas em laboratório para se transformarem em células das ilhotas pancreáticas, especialmente as células beta, responsáveis pela produção de insulina.>
Essas células modificadas foram cultivadas em estruturas que imitam o tecido pancreático saudável. Em seguida, os aglomerados celulares produtores de insulina foram transplantados para o abdômen do paciente. Após o procedimento, passaram a se integrar ao organismo e a responder aos níveis de glicose no sangue, liberando insulina de forma natural.>
Resultados promissores, mas ainda preliminares>
Apesar do resultado animador, especialistas alertam que o caso é isolado e faz parte de uma fase experimental. Um dos principais desafios é garantir que as células transplantadas não sejam rejeitadas pelo sistema imunológico e que mantenham a produção adequada de insulina ao longo do tempo.>
Ensaios clínicos mais amplos, envolvendo diferentes perfis de pacientes, ainda serão necessários para confirmar a segurança e a eficácia do método antes que ele possa se tornar uma alternativa amplamente disponível no tratamento do diabetes tipo 2.>