Emirados Árabes saem da Opep em meio a tensão no mercado de petróleo

A medida surpreende o mercado, já que os Emirados são membros históricos da Opep e aliados importantes da Arábia Saudita dentro do bloco

Publicado em 28 de abril de 2026 às 11:56

A medida surpreende o mercado, já que os Emirados são membros históricos da Opep e aliados importantes da Arábia Saudita dentro do bloco
A medida surpreende o mercado, já que os Emirados são membros históricos da Opep e aliados importantes da Arábia Saudita dentro do bloco Crédito: Reprodução 

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28) que vão deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e a Opep+, movimento que pode impactar diretamente o equilíbrio do mercado internacional de petróleo.

A decisão foi confirmada à Reuters pelo ministro de Energia do país, Suhail Mohamed al-Mazrouei. Segundo ele, a saída ocorreu após uma revisão estratégica das políticas energéticas adotadas pelos Emirados, levando em conta cenários atuais e futuros de produção.

A medida surpreende o mercado, já que os Emirados são membros históricos da Opep e aliados importantes da Arábia Saudita dentro do bloco. A saída tende a enfraquecer a coesão do grupo, que busca manter uma atuação coordenada mesmo diante de divergências internas.

O anúncio ocorre em meio a um cenário internacional delicado, marcado pela escalada de tensões envolvendo o Irã. O conflito na região já afeta rotas estratégicas de energia, especialmente no Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

Além das tensões geopolíticas, produtores do Golfo vêm enfrentando dificuldades logísticas para exportação, em meio a ameaças e ataques a embarcações na região. Esse contexto amplia a instabilidade e pode influenciar diretamente os preços globais de petróleo.

De acordo com o ministro, a decisão foi tomada de forma independente e não foi previamente discutida com outros países do bloco. “Trata-se de uma escolha política baseada em análises cuidadosas das nossas estratégias de produção”, afirmou.

A saída dos Emirados levanta dúvidas sobre o futuro da Opep+ e a capacidade do grupo de manter sua influência sobre o mercado em um momento de alta volatilidade.

Com informações do G1