Publicado em 4 de novembro de 2026 às 18:50
Com a redefinição do Congresso americano e o avanço dos debates sobre a sucessão de Donald Trump em 2028, surgem dúvidas sobre a possibilidade de o ex-presidente Barack Obama voltar a disputar o comando da Casa Branca. No entanto, a legislação dos Estados Unidos proíbe categoricamente um retorno do democrata ao cargo.>
O impedimento está fundamentado na 22ª Emenda à Constituição dos EUA, ratificada em fevereiro de 1951, que estabelece que nenhuma pessoa pode ser eleita para o cargo de presidente mais de duas vezes.>
Diferentemente do Brasil, onde a Constituição permite reeleição para um único período subsequente, permitindo o retorno de ex-presidentes ao poder após um intervalo de mandato, a regra americana aplica o limite de duas eleições de forma absoluta, independentemente de os mandatos serem consecutivos ou não. Como Obama já cumpriu dois mandatos, ele atingiu o teto permitido.>
A restrição constitucional também inviabiliza que o ex-presidente retorne ao governo como vice-presidente. Embora a 22ª Emenda não trate explicitamente da vice-presidência, a 12ª Emenda da Constituição determina que qualquer pessoa inelegível para o cargo de presidente também não pode concorrer à vice-presidência.>
A norma tem raízes históricas no país. A tradição de exercer no máximo dois mandatos foi iniciada por George Washington em 1796, ao recusar uma terceira disputa por entender que a alternância de poder evitava um modelo parecido com a monarquia.>
O costume foi mantido até 1940, quando Franklin D. Roosevelt concorreu e venceu um terceiro e, em 1944, um quarto mandato. A sequência de vitórias de Roosevelt impulsionou o debate que resultou na aprovação da 22ª Emenda.>
A mesma limitação constitucional se aplica a Donald Trump para as eleições de 2028. Tendo sido eleito em 2016 e em 2024, o republicano também atinge o teto de duas eleições previsto na legislação.>
Qualquer mudança nessa regra exigiria uma alteração na própria Constituição dos Estados Unidos. Para aprovar uma nova emenda, seria necessário o apoio de dois terços da Câmara dos Deputados e do Senado, além da ratificação por pelo menos 38 dos 50 estados americanos.>