Estudo científico aponta 2026 como possível ponto de colapso global

Pesquisa acadêmica dos anos 1960 projetou um ponto crítico para a sustentabilidade global e segue alimentando discussões científicas décadas depois.

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 09:27

Estudo científico aponta 2026 como possível ponto de colapso global
Estudo científico aponta 2026 como possível ponto de colapso global Crédito: Reprodução/Freepik

Um estudo desenvolvido por pesquisadores norte-americanos ainda nos anos 1960 voltou a chamar atenção ao apontar uma data simbólica para um possível colapso da capacidade de suporte da Terra: 13 de novembro de 2026. A projeção foi elaborada a partir de modelos matemáticos que analisavam o ritmo acelerado do crescimento populacional e seus impactos diretos sobre os recursos naturais disponíveis no planeta.

A pesquisa foi conduzida por Heinz von Foerster, Patricia Mora e Lawrence Amiot, ligados à Universidade de Illinois. À época, o grupo partiu da premissa de que o aumento contínuo da população, sem uma expansão proporcional na produção de alimentos e na gestão de recursos, poderia levar a um cenário de desequilíbrio ambiental e social em escala global.

Quando o estudo foi publicado, a população mundial girava em torno de três bilhões de pessoas. Mais de seis décadas depois, esse número ultrapassa oito bilhões, o que mantém atual a preocupação central levantada pelos cientistas. O avanço da medicina, que ampliou a expectativa de vida e reduziu taxas de mortalidade, foi identificado como um dos fatores que aceleraram esse crescimento, pressionando sistemas produtivos e ambientais.

Os autores do trabalho alertaram que a combinação entre superpopulação e limitação de recursos poderia resultar em crises alimentares, tensões sociais e degradação ambiental. Embora a data mencionada no estudo não represente uma previsão literal do “fim do mundo”, ela simboliza um ponto crítico em que os modelos indicavam a insustentabilidade do padrão de crescimento observado naquele período.

Ao longo da história, diferentes previsões sobre o colapso da humanidade ganharam destaque, muitas delas baseadas em crenças religiosas, interpretações místicas ou especulações sem respaldo técnico. Diferentemente dessas narrativas, o alerta feito pelos pesquisadores de Illinois se apoia em cálculos matemáticos e dados científicos, ainda que limitados ao contexto histórico em que foram produzidos.

Especialistas destacam que o estudo deve ser interpretado como um chamado à reflexão, e não como uma sentença definitiva. O debate sobre sustentabilidade, segurança alimentar e uso responsável dos recursos naturais permanece no centro das discussões globais, reforçando a necessidade de políticas públicas e soluções científicas capazes de equilibrar desenvolvimento humano e preservação do planeta.