EUA marcam julgamento de acusado de planejar atentados de 11 de Setembro para 2028

A decisão foi assinada pelo tenente-coronel da Força Aérea dos EUA, Michael Schrama, e inclui outros três acusados que permanecem presos na base de Guantánamo, em Cuba.

Publicado em 27 de agosto de 2026 às 14:36

A decisão foi assinada pelo tenente-coronel da Força Aérea dos EUA, Michael Schrama, e inclui outros três acusados que permanecem presos na base de Guantánamo, em Cuba.
A decisão foi assinada pelo tenente-coronel da Força Aérea dos EUA, Michael Schrama, e inclui outros três acusados que permanecem presos na base de Guantánamo, em Cuba. Crédito: Reprodução 

A Justiça Militar dos Estados Unidos definiu para 5 de junho de 2028 o início do julgamento de Khalid Sheikh Mohammed, apontado pelas autoridades americanas como o principal idealizador dos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001. A decisão foi assinada pelo tenente-coronel da Força Aérea dos EUA, Michael Schrama, e inclui outros três acusados que permanecem presos na base de Guantánamo, em Cuba.

Além de Mohammed, também serão julgados Walid Muhammad Salih Mubarak bin ’Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali. O caso será analisado por um tribunal militar, seguindo as normas da Justiça Militar norte-americana.

Segundo a acusação, Khalid Sheikh Mohammed foi o responsável por elaborar o plano que previa o sequestro de aeronaves comerciais e o treinamento dos pilotos envolvidos nos ataques. O projeto teria sido apresentado ao então líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, que autorizou a execução da ação terrorista que atingiu as Torres Gêmeas, em Nova York, além de outros alvos nos Estados Unidos.

A definição da data do julgamento ocorre após uma nova reviravolta jurídica. Em julho deste ano, um tribunal de apelação dos EUA bloqueou acordos que permitiriam a Mohammed e a dois dos demais réus se declararem culpados em troca da retirada da possibilidade de pena de morte.

Os acordos haviam sido aprovados inicialmente por autoridades responsáveis pelas comissões militares de Guantánamo e considerados válidos por instâncias judiciais militares. No entanto, a autorização foi revogada pelo então secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, após pressão e críticas de parlamentares republicanos.

O processo relacionado aos ataques de 11 de Setembro se arrasta há mais de duas décadas e é marcado por disputas judiciais, questionamentos sobre os procedimentos adotados durante a detenção dos acusados e sucessivos adiamentos.

Com informações do G1