Publicado em 27 de agosto de 2026 às 14:52
Nesta quinta-feira (27), a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou Uganda livre do vírus ebola após 42 dias sem o registro de novos casos ou de transmissão da doença. O período é contado a partir da última alta hospitalar e, segundo a entidade, representa o fim do surto no país.>
A OMS, porém, alertou que Uganda continuará sob vigilância devido à circulação do vírus em países vizinhos, principalmente na República Democrática do Congo (RDC). A proximidade com a região onde há transmissão mantém o risco de novos casos importados, especialmente entre pessoas que atravessam a fronteira.>
“A OMS elogia o Governo de Uganda, os profissionais de saúde, as comunidades e os parceiros pelas medidas enérgicas tomadas para conter o surto e evitar uma maior propagação”, informou a organização. A entidade afirmou ainda que continuará apoiando o Ministério da Saúde de Uganda na transição para uma estratégia de preparação baseada nos riscos.>
A declaração oficial foi lida durante uma assembleia da OMS pelo diretor regional da organização para a África, Mohamed Janabi. Ele parabenizou o governo ugandense pela resposta ao surto e destacou a importância da participação das comunidades e da adoção de medidas rápidas para impedir a disseminação da doença.>
Uganda registrou 20 casos de ebola e duas mortes em 2026. A maioria dos casos estava relacionada a pessoas que haviam viajado para a República Democrática do Congo. Como parte da prevenção, o país anunciou planos para abrir mais dois centros de tratamento de ebola no território congolês, que já possui outras duas unidades.>
O ebola é uma doença grave e altamente contagiosa. A transmissão ocorre pelo contato direto com sangue, fluidos corporais ou tecidos de pessoas e animais infectados, inclusive após a morte. Por isso, a identificação rápida dos casos e o isolamento dos pacientes são fundamentais para controlar os surtos.>
Apesar do fim do surto em Uganda, a situação na República Democrática do Congo continua preocupante. Desde que o surto foi declarado no país, em 15 de maio, foram registrados mais de 5,6 mil casos e mais de 2,7 mil mortes, segundo os dados apresentados no texto-base.>
A OMS mantém o monitoramento da região e considera a circulação do vírus na RDC um dos principais fatores de risco para o surgimento de novos casos em países próximos, incluindo Uganda.>