EUA planejam operações militares terrestres contra narcotraficantes na América Latina

Secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que ações poderão ocorrer “onde quer que” atuem organizações do narcotráfico; Brasil está fora da coalizão liderada por Washington.

Publicado em 13 de agosto de 2026 às 21:47

(Pete Hegseth)
(Pete Hegseth) Crédito: Redes Sociais/X

Os Estados Unidos estudam ampliar para operações militares em terra a ofensiva contra organizações de narcotráfico na América Latina. A informação foi divulgada pelo secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, na quarta-feira (12).

Segundo Hegseth, as ações seguiriam o modelo dos ataques realizados contra supostas embarcações utilizadas no tráfico de drogas em águas internacionais. O secretário afirmou que os Estados Unidos trabalham com países parceiros para levar o combate aos grupos criminosos também para território terrestre.

“Será o mesmo efeito em terra. Por isso, estamos trabalhando com Equador, Colômbia e outros parceiros para levar a luta às DTOs [organizações designadas como terroristas] em terra”, declarou.

Hegseth também afirmou que os grupos poderão ser considerados alvos independentemente do local onde atuem, caso estejam envolvidos no tráfico de drogas ou representem uma ameaça aos Estados Unidos e seus aliados.

“Onde quer que trafiquem drogas ou ameacem o povo americano ou nossos parceiros, essas organizações são um alvo”, disse o secretário, fazendo uma comparação com operações contra grupos como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda.

Brasil está fora da coalizão

O Brasil não integra a coalizão liderada pelos Estados Unidos para o combate aos cartéis. A chamada Coalizão Anticartéis das Américas reúne 19 países, incluindo Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Honduras e Peru.

A possibilidade de operações terrestres amplia a atuação militar anunciada pelo governo de Donald Trump na região e pode aumentar as discussões sobre soberania nacional e os limites para ações de forças estrangeiras em países latino-americanos.

Até o momento, não foi anunciado que o Brasil fará parte das operações ou que tropas americanas atuarão em território brasileiro.

Com informações do portal g1