Publicado em 18 de maio de 2026 às 14:34
Nesta segunda-feira (18), a agência iraniana Tasnim informou que os Estados Unidos concordaram em suspender temporariamente as sanções sobre as exportações de petróleo do Irã durante o período de negociações entre os dois países para tentar encerrar o conflito no Oriente Médio.>
Segundo a publicação, a informação foi repassada por uma fonte anônima ligada à equipe de negociação iraniana. Procurada pela Reuters, uma autoridade do governo iraniano não comentou oficialmente o caso.>
Ainda de acordo com as informações divulgadas, o Paquistão entregou aos Estados Unidos uma proposta revisada do Irã para o fim da guerra. O documento prevê o encerramento total do conflito, garantias contra novos ataques ao território iraniano e a suspensão das sanções impostas pelo escritório de controle de ativos estrangeiros dos EUA, conhecido como Ofac, relacionadas às vendas de petróleo do país por um período de 30 dias.>
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã começou no dia 28 de fevereiro, após uma ofensiva coordenada contra alvos em Teerã. Desde então, autoridades iranianas de alto escalão foram mortas, além de instalações militares e sistemas de defesa terem sido atingidos, segundo informações divulgadas pelos americanos.>
Em resposta, o Irã realizou ataques contra interesses ligados aos Estados Unidos e a Israel em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.>
Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos, mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra. A Casa Branca informou ainda que ao menos 13 soldados americanos morreram em ataques ligados diretamente ao conflito.>
A crise também atingiu o Líbano. O grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, intensificou ações após a morte de Ali Khamenei. Desde então, Israel ampliou ataques aéreos contra posições do grupo em território libanês. De acordo com balanços locais, quase 3 mil pessoas morreram no país.>
Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho interno escolheu um novo líder supremo para o Irã. A decisão gerou reação negativa do presidente Donald Trump, que afirmou que a escolha seria “inaceitável” e disse que os Estados Unidos deveriam participar do processo político relacionado à nova liderança iraniana.>