Publicado em 16 de junho de 2026 às 14:35
A seleção do Irã estreou na Copa do Mundo com um empate em 2 a 2 contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, mas o clima de celebração deu lugar a um impasse logístico logo após o apito final. Segundo o técnico Amir Ghalenoei, a delegação recebeu uma "ordem de saída imediata" das autoridades norte-americanas, o que impediu o planejamento de descanso do grupo.>
A seleção iraniana, que teve sua base transferida pela Fifa para Tijuana, no México, por conta das tensões geopolíticas, esperava passar a noite na Califórnia para garantir a recuperação física dos atletas. Contudo, a equipe foi obrigada a retornar imediatamente ao território mexicano. Ghalenoei, de 62 anos, desabafou sobre a situação, afirmando que não entende o motivo da restrição e classificando o grupo como o "mais oprimido" de toda a competição.>
As regras estabelecidas para a participação do país no torneio determinam que os jogadores iranianos só podem entrar nos Estados Unidos 36 horas antes de cada compromisso oficial. O incidente de segunda-feira (15) ocorreu no mesmo dia em que um acordo histórico para encerrar a guerra no Oriente Médio foi assinado virtualmente entre Washington e Teerã. Apesar do tratado que prevê cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz, as dificuldades práticas para a seleção persa no mundial permanecem severas.>
A equipe deve retornar aos EUA no próximo sábado (21) para enfrentar a Bélgica, novamente em Los Angeles. Depois, o grupo segue para Seattle, onde joga contra o Egito no dia 27 de junho. Até o momento, o Departamento de Estado dos EUA e a Fifa não se manifestaram oficialmente sobre a ordem de saída imposta aos atletas logo após a partida.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>