Governo Trump flexibiliza sanções à Venezuela e amplia acesso de bancos ao sistema financeiro internacional

As autorizações abrangem serviços como transferências, pagamentos, operações bancárias e uso do dólar

Publicado em 14 de abril de 2026 às 18:45

(As medidas permitem que bancos venezuelanos tenham maior acesso ao sistema financeiro internacional.)
(As medidas permitem que bancos venezuelanos tenham maior acesso ao sistema financeiro internacional.) Crédito: Delcy Rodriguez/Instagram

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira (14), uma nova flexibilização parcial das sanções impostas à Venezuela. Por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro, foram emitidas duas licenças gerais que autorizam operações financeiras e comerciais envolvendo instituições venezuelanas.

As medidas permitem que bancos venezuelanos tenham maior acesso ao sistema financeiro internacional. Entre as instituições beneficiadas estão o Banco Central da Venezuela, o Banco de Venezuela, o Banco Digital de los Trabajadores e o Banco del Tesoro, além de entidades controladas por eles.

As autorizações abrangem serviços como transferências, pagamentos, operações bancárias e uso do dólar, desde que respeitadas as restrições remanescentes. No entanto, continuam proibidas transações relacionadas a dívidas públicas, ativos bloqueados e operações com Rússia, Irã e Coreia do Norte.

Reaproximação entre Washington e Caracas

A decisão se insere em um movimento mais amplo de reaproximação entre os dois países. Recentemente, a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) firmou novos contratos com a petroleira americana Chevron para ampliar a produção de petróleo, em meio aos esforços de recuperação do setor energético venezuelano.

No início de abril, os Estados Unidos também suspenderam as sanções contra a presidente interina Delcy Rodríguez, que classificou a medida como um passo importante para a normalização das relações bilaterais.

Nos últimos meses, o governo venezuelano tem adotado iniciativas como a abertura ao investimento estrangeiro no setor de hidrocarbonetos e ajustes na estrutura política, em resposta a pressões e incentivos internacionais.

Apesar do alívio, Washington mantém mecanismos de controle sobre as receitas do petróleo venezuelano. As autoridades americanas enfatizam que as licenças não representam o fim das sanções, mas uma flexibilização condicionada ao cumprimento de critérios estabelecidos pelos Estados Unidos.

Com informações do portal Metrópoles