Hegseth pede que países da América Latina deixem o Tribunal Penal Internacional

Secretário de Guerra dos EUA criticou o TPI e afirmou que a corte ameaça a soberania de governos e tribunais nacionais.

Publicado em 12 de agosto de 2026 às 23:37

(Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth)
(Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth) Crédito: Redes Sociais/X

Secretário de Guerra dos EUA criticou o TPI e afirmou que a corte ameaça a soberania de governos e tribunais nacionais (LINHA FINA)

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pediu nesta quarta-feira (12) que países da América Latina deixem o Tribunal Penal Internacional (TPI). A declaração ocorreu durante um discurso no Panamá, em um encontro da Coalizão das Américas Contra Cartéis (ACCC), iniciativa voltada ao combate ao crime organizado na região.

Hegseth acusou o tribunal de ameaçar a soberania dos países ao tentar retirar de governos e tribunais nacionais a autoridade para julgar seus próprios cidadãos.

“Encorajo fortemente cada membro da ACCC a sair do TPI e rejeitar suas tentativas de retirar de seus governos e tribunais a soberania”, afirmou.

A ACCC reúne países latino-americanos aliados ao governo do presidente Donald Trump, entre eles Argentina, El Salvador e Paraguai.

Críticas ao TPI

Durante o discurso, Hegseth defendeu que cada país mantenha autonomia para mobilizar suas Forças Armadas e adotar medidas de defesa de acordo com suas próprias leis e constituições.

“Nossas nações mantêm sua soberania e sua capacidade de mobilizar seus próprios combatentes em defesa própria”, declarou.

O secretário também criticou a atuação do TPI sobre militares e operações dos Estados Unidos e de países aliados. Ele classificou a atuação da corte como uma “apropriação ilegal de poder”.

Hegseth ainda apresentou o que chamou de novo lema da coalizão: “Fazemos coisas ruins com pessoas ruins”. Segundo ele, a iniciativa pretende intensificar o enfrentamento a grupos criminosos que atuam na região.

A administração Donald Trump vem adotando uma postura de forte oposição ao TPI e criticando a atuação da corte contra cidadãos americanos e autoridades de países aliados dos Estados Unidos.

Com informações do portal Metrópoles