Trump assina memorando que autoriza setor privado a atuar em operações cibernéticas contra crime organizado

Memorando permite que companhias privadas participem de operações cibernéticas autorizadas pelo governo americano; PCC e Comando Vermelho podem ser alcançados pela medida.

Publicado em 12 de agosto de 2026 às 22:39

Presidente Donald Trump discursando -
Presidente Donald Trump discursando - Crédito: Official White House | Daniel Torok

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um memorando nacional de segurança que abre caminho para que empresas privadas americanas participem diretamente de operações cibernéticas contra organizações criminosas transnacionais que operam fora do país. A nova medida pode alcançar grupos como as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

Pelo documento, companhias previamente selecionadas e credenciadas poderão realizar ações de vigilância e operações digitais capazes de manipular, interromper, degradar ou até destruir sistemas e redes utilizados por redes criminosas. As ações deverão ser analisadas, aprovadas por escrito e conduzidas sob estrita supervisão do governo americano.

Segundo a Casa Branca, a iniciativa visa intensificar o combate a golpes digitais, fraudes financeiras e extorsões que afetam a população e empresas do país.

"Essas organizações realizam campanhas cibernéticas contínuas para perpetrar fraudes que minam a prosperidade, a segurança e a liberdade americanas. [...] Assim, é política dos Estados Unidos utilizar todos os instrumentos do poder nacional, incluindo as capacidades inovadoras do setor privado, para combater o cibercrime", afirma trecho do memorando.

Impacto sobre facções brasileiras

O programa será supervisionado de forma conjunta por órgãos do Departamento de Justiça e do Departamento de Segurança Interna dos EUA. O memorando estipula que as autoridades terão até 60 dias para definir as diretrizes operacionais, critérios de seleção de empresas e mecanismos de controle.

Embora o texto não cite expressamente o PCC ou o CV, as duas organizações figuram na lista dos EUA de organizações criminosas transnacionais e foram classificadas pelo governo americano como organizações terroristas estrangeiras. Dessa forma, estão entre os potenciais alvos das ofensivas digitais autorizadas pela nova diretiva.

Com informações do portal g1