Incêndio em ala neonatal de hospital deixa 15 bebês mortos em Islamabad

O fogo começou rapidamente após uma suposta pane em um aparelho de ar-condicionado.

Publicado em 26 de agosto de 2026 às 07:38

Incêndio em ala neonatal de hospital deixa 15 recém-nascidos mortos em Islamabad
Incêndio em ala neonatal de hospital deixa 15 recém-nascidos mortos em Islamabad Crédito: Reprodução/Redes sociais

Uma manhã que deveria ser de rotina e esperança transformou-se em um cenário de profunda dor no Instituto de Ciências Médicas do Paquistão (PIMS), localizado na capital, Islamabad. Na manhã desta quarta-feira (26), um incêndio de grande proporção devastou a ala neonatal do hospital, resultando na morte de pelo menos 15 recém-nascidos. De acordo com os levantamentos iniciais, 16 bebês estavam internados na unidade no momento em que o fogo irrompeu, e apenas um pequeno conseguiu ser salvo com vida pelas equipes de socorro.

O fogo teve início por volta das 7h, horário local, atingindo o terceiro andar do complexo hospitalar, onde funcionam os setores de atendimento infantil e materno. A principal suspeita das autoridades é de que as chamas tenham começado após a explosão do compressor de um sistema de ar-condicionado. Com o impacto, o fogo se alastrou velozmente pela área das incubadoras. O corte imediato na rede elétrica agravou a situação, exigindo a mobilização de seis caminhões de bombeiros e quatro ambulâncias para conter o avanço do fogo e iniciar o resgate.

Diante da tragédia, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, ordenou a criação imediata de uma comissão de investigação rigorosa. O objetivo do governo é apurar detalhadamente as causas da ocorrência, avaliar os protocolos de emergência adotados e examinar a real capacidade estrutural do hospital.

O caso também gerou forte comoção e revolta entre familiares e entidades civis, que denunciaram falhas graves de segurança. Relatos apontam que algumas saídas de emergência da unidade estavam trancadas no momento do desastre, além da escassez de equipamentos adequados para o combate imediato às chamas.

Enquanto as autoridades locais e agências internacionais de notícias divergem ligeiramente sobre o balanço final de óbitos oscilando entre 14 e 15 vítimas fatais, o foco principal permanece no suporte às famílias enlutadas e na cobrança por respostas que expliquem como uma falha estrutural pôde custar tantas vidas inocentes.