Incêndio florestal atinge vilarejo na Espanha, faz 11 vítimas e mobiliza força militar de emergência

Investigação aponta que curto-circuito em área abandonada deu início ao desastre, que provocou a fuga de mil moradores e deixou quatro feridos em estado crítico.

Publicado em 10 de julho de 2026 às 08:32

Incêndio florestal atinge vilarejo na Espanha, faz 11 vítimas e mobiliza força militar de emergência
Incêndio florestal atinge vilarejo na Espanha, faz 11 vítimas e mobiliza força militar de emergência Crédito: Reprodução/Redes sociais

Uma combinação destrutiva de calor intenso e rajadas de vento transformou o cenário da região da Andaluzia, no sul da Espanha, em um verdadeiro cenário de crise. Um incêndio florestal de proporções avassaladoras, iniciado na quinta-feira (9) na localidade de Los Gallardos, resultou na morte de pelo menos 11 pessoas e deixou outras oito feridas. O avanço veloz das chamas surpreendeu moradores e visitantes em uma área de relevo acidentado e com residências espalhadas pelas colinas, gerando pânico e uma corrida contra o tempo para salvar vidas.

O fogo se alastrou com tanta velocidade que acabou encurralando um grupo de turistas estrangeiros. Na tentativa de escapar do perigo, as vítimas pegaram um caminho alternativo, desviando da rota oficial de evacuação sugerida pelas equipes de resgate, e terminaram cercadas pelo fogo. Embora a identificação oficial ainda não tenha sido concluída, as autoridades locais trabalham com a forte suspeita de que as vítimas sejam de nacionalidade britânica, uma hipótese levantada após a perícia inicial notar que os carros abandonados e queimados no local tinham o volante do lado direito.

Além das vítimas fatais, o sistema de saúde local está em alerta máximo. Dos oito feridos resgatados, quatro apresentam queimaduras e lesões graves e precisaram ser transferidos imediatamente para o Hospital Virgen del Rocío, uma unidade de referência localizada em Sevilha. Enquanto isso, o clima na região continua tenso e de muita incerteza, já que pelo menos 23 pessoas ainda não foram localizadas e constam oficialmente como desaparecidas em meio aos escombros e áreas destruídas.

As investigações sobre o que teria dado início ao desastre avançam rapidamente e a principal linha de apuração aponta para um problema de infraestrutura. O fogo teria começado em uma fiação elétrica particular que levava energia para uma casa e um restaurante que estão completamente abandonados. Para evitar especulações, a Endesa, maior distribuidora de energia da região, e a Red Eléctrica vieram a público esclarecer que a linha de transmissão sob suspeita não faz parte da rede oficial de abastecimento público.

Para conter o desastre e proteger a população, uma megaoperação de resgate foi montada pelas autoridades espanholas. Mais de mil pessoas precisaram ser retiradas às pressas de suas casas em vilarejos vizinhos devido ao risco iminente.

O apoio militar foi acionado e a Unidade Militar de Emergências enviou 200 soldados especializados e 70 veículos de suporte para a linha de frente, onde tentam controlar os focos remanescentes e avançar na busca pelos desaparecidos em uma das maiores crises ambientais e humanas recentes na Andaluzia.