Irã promete resposta firme e ameaça vizinhos após Trump anunciar plano de tomar o Estreito de Ormuz

Tensões voltam a explodir no Oriente Médio com o fim do cessar fogo.

Publicado em 13 de julho de 2026 às 12:04

Irã promete resposta firme e ameaça vizinhos após Trump anunciar plano de tomar o Estreito de Ormuz
Irã promete resposta firme e ameaça vizinhos após Trump anunciar plano de tomar o Estreito de Ormuz Crédito: Reprodução

A instabilidade geopolítica no Oriente Médio atingiu um novo ápice nesta segunda feira (13). O governo do Irã reagiu imediatamente às declarações do presidente norte americano, Donald Trump, garantindo que vai reprimir com extrema rigidez qualquer movimento dos Estados Unidos para assumir o controle do Estreito de Ormuz.

O canal, que é considerado a rota mais importante para o transporte global de petróleo, está completamente bloqueado pelas forças iranianas desde o final de fevereiro, quando o conflito armado entre as duas nações foi deflagrado. A nova troca de ameaças sepulta os planos recentes de uma reabertura gradual da passagem, que vinha sendo negociada por meio de uma trégua efêmera.

A forte reação militar foi verbalizada pelo porta voz do Quartel General de Khatam al Anbiya. Em comunicado oficial divulgado pela agência de notícias Fars, o comando iraniano deixou claro que as Forças Armadas do país não vão tolerar nenhuma interferência na circulação de navios comerciais ou petroleiros fora das diretrizes estipuladas por Teerã.

Horas antes do posicionamento persa, Trump havia surpreendido o cenário internacional ao declarar abertamente a intenção de Washington de "tomar" o estreito para si, sugerindo inclusive que os cofres americanos deveriam receber algum tipo de compensação financeira por liderar essa intervenção militar de grande porte.

O tom das advertências do exército iraniano também mirou as nações vizinhas que compõem a região. Os militares alertaram que qualquer tipo de facilitação ou aliança logística com as tropas dos Estados Unidos será formalmente interpretada como uma agressão direta à soberania e à segurança nacional do Irã.

Os comandantes persas foram categóricos ao afirmar que, caso o confronto saia do controle, os reflexos dessa guerra vão se espalhar rapidamente, desestabilizando todo o território do Oriente Médio, jogando a culpa de uma eventual tragédia humanitária nas costas da Casa Branca e de seus colaboradores.

O recrudescimento da violência ocorre apenas uma semana após o colapso do cessar fogo preliminar estabelecido no mês anterior. Com o fim do pacto de não agressão decretado pelo governo americano, os combates retornaram com força total. De acordo com relatórios do Pentágono, as forças americanas já bombardearam mais de 300 posições estratégicas em solo iraniano nos últimos dias.

Como contrapartida, o Irã assumiu a autoria de investidas com mísseis e drones contra bases militares dos Estados Unidos localizadas em países como o Bahrein, Omã, Jordânia e Kuwait, transformando o Golfo Pérsico no epicentro de uma crise internacional sem prazo para acabar.