Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 10:42
Erfan Soltani, de 26 anos, o manifestante iraniano tem sua execução por enforcamento marcada para nesta quarta-feira (14). Ele foi preso na última quinta (8), em sua casa, por sua conexão com protestos contra o regime dos aiatolás, na cidade de Karaj.>
Conforme divulgado pelo portal IranWire, o jovem trabalha na indústria de vestuário e havia se empregado recentemente numa empresa privada. Pessoas que o conhecem, descrevem como uma pessoa apaixonada por moda e estilo pessoal. Em suas redes sociais, o perfil mostra um jovem adepto de musculação, esportes e de uma vida simples.>
Erfan Soltani participou das manifestações que acontecem no Irã há cerca de um mês. A onda de protestos eclodiu em meio aos graves problemas econômicos enfrentados pela população e a forte desvalorização da moeda nacional, o rial.>
"Erfan havia recebido mensagens ameaçadoras de fontes de segurança antes de sua prisão, mas manteve-se firme nos protestos. Ele disse à família que estava sendo vigiado, mas se recusou a recuar", informou uma fonte ao portal IranWire.>
Erfan foi preso no distrito de Fardis, em Karaj. Durante três dias, sua família fez buscas para encontrar o jovem. No domingo (11), agentes de segurança entraram em contato com a família, confirmando a informação que ele estava sob custódia. A família foi comunicada que o jovem havia sido condenado à morte.>
Uma fonte próxima à família, falando sob condição de anonimato, disse ao portal IranWire: “A família está sob extrema pressão. Até mesmo um parente próximo, que é advogado, tentou assumir o caso, mas foi impedido e ameaçado por agentes de segurança. Disseram a ele: 'Não há processo para analisar. Anunciamos que qualquer pessoa presa nos protestos será executada.">
A sentença de Soltani é Moharebeh, que pode ser lida como "ódio contra Deus". O Irã é conhecido por executar centenas de pessoas por esse crime. Segundo a organização humanitária curdo-iraniana Hengaw, as autoridades locais informaram à família que a sentença era definitiva.>
Pessoas próximas a ele afirmaram ao portal NDTV que o manifestante não teve o direito de se defender antes de ser condenado. Seus familiares puderam apenas visitar o jovem por 10 minutos.>
A repressão aos protestos que ocorrem no Irã já deixaram cerca de 2.000 pessoas mortas após o início das manifestações.>
Com informações do portal G1>