Israel e Líbano concordam em estender cessar-fogo por mais 45 dias

Acordo mediado pelos Estados Unidos teve acusações mútuas de violações da trégua; novas rodadas de negociação em Washington estão previstas para o início de junho.

Publicado em 15 de maio de 2026 às 16:57

Israel e Líbano aceitaram prorrogar por 45 dias o cessar-fogo.
Israel e Líbano aceitaram prorrogar por 45 dias o cessar-fogo. Crédito: Reprodução 

Israel e Líbano aceitaram prorrogar por 45 dias o cessar-fogo que havia sido estabelecido inicialmente em 16 de abril, sob mediação do presidente norte-americano Donald Trump. O anúncio da extensão foi feito pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos nesta sexta-feira (15), após reuniões que a diplomacia americana classificou como "altamente produtivas".

O objetivo da prorrogação é permitir que as partes alcancem avanços adicionais nas negociações de paz. Estão previstas novas rodadas de conversas para os dias 2 e 3 de junho, novamente em Washington. Apesar da manutenção formal do acordo, o clima permanece tenso na região. Desde o início da trégua em abril, tanto Israel quanto o grupo Hezbollah trocam acusações frequentes de descumprimento dos termos acordados.

Recentemente, militares israelenses confirmaram ataques no sul do Líbano e uma operação aérea em Beirute que resultou na morte de um comandante da força de elite Radwan, do Hezbollah. Em retaliação, o grupo respondeu disparando mísseis e lançando drones armados contra soldados israelenses. Além disso, o exército de Israel continua posicionado em áreas ao sul do rio Litani, o que é interpretado por críticos como uma manutenção da invasão de território libanês.

O conflito escalou significativamente em março de 2026, quando Israel intensificou bombardeios aéreos em resposta a mísseis disparados pelo Hezbollah. Esse embate ocorre de forma paralela a uma guerra envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o Irã. A manutenção do cessar-fogo no Líbano é considerada fundamental para uma possível trégua mais ampla, sendo a interrupção dos ataques israelenses em território libanês uma das principais exigências iranianas nas negociações com o governo dos Estados Unidos.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.