Publicado em 16 de agosto de 2026 às 21:29
Um dos mais importantes acervos de arte da Sicília foi alvo de um roubo durante uma das datas mais movimentadas do calendário italiano. Quatro obras atribuídas ao pintor renascentista Antonello da Messina foram levadas do Museu Regional MuMe, em Messina, na noite de sábado (15), enquanto a cidade celebrava o feriado de Ferragosto.>
Entre as peças estão três dos cinco painéis que ainda restavam do Políptico de São Gregório, produzido em 1473, além de um painel de dupla face que representa a Virgem Maria e Cristo morto na Pietà. Esta última obra estava protegida por uma vitrine blindada.>
O crime chama atenção pelo modo como foi executado. Segundo as autoridades, os invasores conseguiram superar os sistemas de segurança do museu sem acionar os alarmes. A diretora da instituição, Marisa Mercurio, afirmou que o roubo aconteceu pouco antes das 22h, quando havia funcionários de segurança no local e os equipamentos estavam em funcionamento.>
Obras de valor milionário>
A estimativa inicial é de que as quatro peças tenham valor entre 70 milhões e 80 milhões de euros, o equivalente a centenas de milhões de reais. Para além do preço, especialistas destacam a importância histórica das obras, já que Antonello da Messina é considerado um dos principais nomes do Renascimento italiano e possui um número relativamente pequeno de trabalhos preservados.>
Durante a fuga, os criminosos chegaram a retirar os cinco painéis do Políptico de São Gregório. No entanto, dois deles acabaram abandonados do lado de fora do museu. As autoridades agora tentam descobrir como o grupo entrou no prédio e conseguiu retirar as obras sem ser impedido.>
Uma das linhas investigadas é a possibilidade de o crime ter sido planejado sob encomenda para abastecer o mercado ilegal de arte. A venda de peças tão conhecidas, porém, seria considerada difícil devido à notoriedade das obras.>
O museu permanece fechado enquanto a polícia realiza a perícia e reúne informações que possam levar aos responsáveis. O roubo ocorreu poucos dias depois de a polícia italiana recuperar três pinturas de Cézanne, Renoir e Matisse, também furtadas de um museu no país.>
O caso volta a colocar a segurança dos museus italianos no centro das atenções e representa uma perda significativa para o patrimônio cultural da Sicília.>
Com informações do portal g1>