Publicado em 28 de fevereiro de 2026 às 15:23
O presidente da França, Emmanuel Macron, convocou neste sábado (28), uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) após os ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel contra o Irã e a retaliação iraniana com mísseis contra alvos israelenses e bases americanas no Golfo Pérsico.>
Em comunicado oficial divulgado em suas redes sociais, Macron classificou o início das hostilidades como um evento com "graves consequências para a paz e a segurança internacionais". "A escalada atual é perigosa para todos. Ela precisa parar", escreveu o líder francês no X (antigo Twitter), enfatizando que "o regime iraniano deve entender que agora não tem outra opção senão se engajar em negociações de boa-fé para encerrar seus programas nucleares e de mísseis balísticos, bem como suas ações para desestabilizar a região".>
Macron confirmou estar em contato permanente com parceiros europeus, incluindo Alemanha e Reino Unido, que emitiram declaração conjunta condenando a retaliação iraniana, mas afirmando não terem participado dos ataques iniciais e aliados no Oriente Médio. Ele destacou que a França está pronta para "mobilizar os meios necessários" para proteger seu território nacional, cidadãos e interesses estratégicos na região, incluindo a possibilidade de assistência a parceiros próximos em caso de solicitação formal.>
A reunião do CSNU, solicitada pela França, foi agendada para as 16h (horário de Brasília) deste sábado, conforme fontes da ONU citadas pela UN News e The Hill. O secretário-geral António Guterres condenou a escalada, afirmando que o uso da força por EUA, Israel e a retaliação iraniana "minam a paz e a segurança internacionais".>
O posicionamento francês reflete uma linha de contenção: Macron criticou a ação militar como perigosa e irreversível se não for interrompida, mas também cobrou do Irã o fim de atividades nucleares e desestabilizadoras, alinhando-se parcialmente à narrativa ocidental sobre o programa iraniano. A França mantém presença militar no Golfo (Emirados Árabes, Catar e Jordânia) e tem histórico de mediação no acordo nuclear de 2015 (JCPOA).>
A convocação ocorre em meio a um conflito que já causou centenas de mortes — incluindo o bombardeio a uma escola de meninas em Minab (mais de 50 vítimas fatais, segundo autoridades iranianas), fechamento de espaços aéreos, cancelamentos de voos e alertas globais de segurança. Líderes como Ursula von der Leyen e António Costa (UE) classificaram a situação como "extremamente preocupante", enquanto Brasil, Rússia e outros condenaram os ataques iniciais.>
A reunião do Conselho de Segurança pode resultar em resoluções para cessar-fogo, sanções ou investigações sobre violações do direito internacional, mas o veto potencial de EUA, que é membro permanente, complica ações concretas. A situação permanece altamente volátil, com risco de expansão regional.>
Com informações da TV Band>