Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 16:20
Nesta segunda-feira (5), o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, declararam-se inocentes durante audiência de custódia em um tribunal de Nova York, nos Estados Unidos, após serem presos em uma operação americana realizada no sábado, 3, que incluiu bombardeios a Caracas.>
A situação ganhou repercussão internacional no mesmo dia, durante uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Na ocasião, o embaixador da China na ONU, Fu Cong, pediu publicamente que os Estados Unidos garantam a segurança de Maduro e de Cilia Flores e solicitou a libertação do casal.>
Em seu pronunciamento, Fu Cong afirmou que a China se opõe de forma firme à invasão americana na Venezuela e criticou a postura dos Estados Unidos, acusando o país de priorizar o poder militar em detrimento do diálogo e do multilateralismo. Para o diplomata, a ação representa uma violação direta da soberania venezuelana.>
A posição chinesa foi acompanhada pela Rússia. O embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, também defendeu a soberania da Venezuela e condenou a atuação dos Estados Unidos. Em seu discurso, ele afirmou que Washington não pode se comportar como um “juiz supremo” capaz de invadir países ignorando o Direito Internacional.>
Nebenzya ainda questionou o papel da própria ONU diante do episódio, sugerindo que a organização precisa se posicionar de forma mais efetiva diante de ações militares unilaterais que, segundo ele, colocam em risco a estabilidade internacional.>