Mega-assalto a bancos no Paraguai mobiliza polícia e levanta suspeita sobre brasileiros

Mais de 20 criminosos atacaram instituições financeiras com explosivos em Santa Rita; prejuízo ainda está sendo calculado.

Publicado em 16 de junho de 2026 às 18:38

Mais de 20 criminosos atacaram instituições financeiras com explosivos em Santa Rita; prejuízo ainda está sendo calculado.
Mais de 20 criminosos atacaram instituições financeiras com explosivos em Santa Rita; prejuízo ainda está sendo calculado. Crédito: Reprodução

Nesta terça-feira (16), um grupo com mais de 20 criminosos armados realizou um mega-assalto contra três instituições financeiras e uma casa de câmbio em Santa Rita, no Paraguai, cidade localizada a cerca de 70 quilômetros da fronteira com o Brasil. As autoridades paraguaias investigam a possível participação de brasileiros na ação, que terminou sem prisões até o momento.

Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, o ataque começou por volta das 2h da madrugada. Os criminosos utilizaram explosivos para atingir agências bancárias, renderam policiais e funcionários e montaram uma estratégia para dificultar a reação das forças de segurança durante a fuga.

De acordo com as investigações, quatro policiais que patrulhavam a região foram cercados pela quadrilha. Um dos agentes teve a arma e um fuzil roubados. Os demais conseguiram abandonar a viatura e buscar abrigo às margens da rodovia, onde houve troca de tiros.

Os alvos principais foram as agências do Banco Familiar e do Banco GNB, localizadas na área central da cidade. Os criminosos também invadiram uma unidade do Banco Ueno, onde funcionários e um vigilante foram rendidos. As explosões causaram destruição significativa nas estruturas dos bancos.

A quadrilha ainda atacou a Casa de Câmbio Santa Rita. No local, a polícia encontrou um explosivo que não chegou a ser detonado. Segundo as apurações iniciais, nenhum valor foi levado da casa de câmbio nem da agência do Banco Ueno.

Durante a fuga, os assaltantes incendiaram dois veículos em diferentes acessos da cidade e espalharam miguelitos pelas ruas. As armadilhas, feitas com peças metálicas pontiagudas, foram usadas para furar pneus e dificultar o avanço das equipes policiais.

As autoridades paraguaias investigam a possível participação de brasileiros no crime. Segundo o chefe do Comando Tripartite, Carlos Alberto Dure Rios, testemunhas relataram ter ouvido integrantes da quadrilha falando português durante a ação.

Ainda de acordo com o investigador, a suspeita é de que o grupo tenha sido formado por brasileiros e paraguaios que atuam na região de fronteira. Dois paraguaios já foram identificados como possíveis participantes, mas ninguém havia sido preso até a última atualização do caso.

O valor levado pelos criminosos ainda não foi divulgado oficialmente. A estimativa preliminar é de que o prejuízo alcance milhões de guaranis, mas o levantamento final dos danos segue em andamento.

A Polícia Nacional do Paraguai emitiu alertas para equipes das regiões de Alto Paraná, Caazapá, Caaguazú e Itapúa. Policiais, peritos e representantes do Ministério Público participam das buscas pelos envolvidos.