Mulher dá à luz filha gerada com esperma do marido morto há 10 anos

Laura Orrico, de 49 anos, engravidou por fertilização in vitro utilizando material genético congelado pelo falecido marido antes de tratamento contra câncer. Bebê nasceu saudável em fevereiro de 2026.

Publicado em 26 de março de 2026 às 23:09

( atriz e empresária Laura Orrico, de 49 anos, deu à luz sua primeira filha, Aviana Rose, em fevereiro de 2026, utilizando esperma do marido falecido há mais de uma década.)
( atriz e empresária Laura Orrico, de 49 anos, deu à luz sua primeira filha, Aviana Rose, em fevereiro de 2026, utilizando esperma do marido falecido há mais de uma década.) Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Uma história marcada por luto, persistência e avanços da medicina reprodutiva ganhou repercussão mundial nas últimas semanas. A atriz e empresária Laura Orrico, de 49 anos, deu à luz sua primeira filha, Aviana Rose, em fevereiro de 2026, utilizando esperma do marido falecido há mais de uma década.

O material genético foi congelado por Ryan Cosgrove ainda na década de 2000, antes de ele iniciar um tratamento contra um tumor cerebral. O casal se conheceu em 1999 e se casou em 2004. Ryan morreu em 2015, mas deixou autorização expressa para que o material fosse utilizado posteriormente.

Durante o relacionamento, Laura e Ryan tentaram engravidar por meio de inseminações e fertilizações in vitro, mas enfrentaram uma série de abortos espontâneos. Após a morte do marido, a atriz passou por outros relacionamentos e novas perdas gestacionais, mas manteve o desejo de ser mãe.

Aos 48 anos, Laura decidiu seguir sozinha com o plano de utilizar o esperma congelado do marido. A gravidez foi alcançada por meio de um tratamento de fertilização in vitro e, por se tratar de uma gestação de alto risco devido à idade materna avançada e ao histórico de perdas, foi acompanhada de perto por especialistas.

O parto foi realizado por cesariana, e a bebê nasceu saudável. Segundo Laura, em entrevista à revista People, a experiência foi positiva e emocionante. A família paterna acompanhou toda a jornada e recebeu a criança com acolhimento.

O caso reacende o debate sobre a reprodução assistida post mortem, prática permitida no Brasil desde que haja autorização prévia do falecido, conforme resolução do Conselho Federal de Medicina. Especialistas destacam que o sucesso da gestação aos 49 anos evidencia os avanços da medicina reprodutiva, mas também os limites éticos e emocionais envolvidos.

Com informações do portal Metrópoles