Número de mortos no desastre do Himalaia se aproxima de 800

Deslizamento provocado pelo colapso de uma geleira atingiu áreas do Nepal e do Tibete; mais de 3 mil pessoas continuam desaparecidas.

Publicado em 30 de agosto de 2026 às 19:37

Enchente relâmpago no Himalaia deixa mortes e destruição na fronteira entre Nepal e China
Enchente relâmpago no Himalaia deixa mortes e destruição na fronteira entre Nepal e China Crédito: Reprodução/Redes sociais

O número de mortos após o desastre provocado por um deslizamento de grandes proporções no Himalaia chegou a 797, neste domingo (30), segundo informações divulgadas pelas autoridades do Nepal e da China. O balanço considera 781 mortes no Nepal e outras 16 no Tibete chinês.

A tragédia ocorreu na quarta-feira (26), quando o colapso de uma geleira desencadeou uma avalanche de gelo, pedras, lama e água na região próxima à fronteira entre Nepal e China. A força da enxurrada atingiu comunidades, estradas, pontes e instalações de energia, deixando um extenso rastro de destruição.

Além das mortes confirmadas, mais de 3 mil pessoas continuam desaparecidas nos dois lados da fronteira. No Nepal, 2.502 pessoas ainda não foram localizadas. No Tibete, autoridades chinesas registram outras 546 pessoas desaparecidas.

Resgate enfrenta dificuldades

As equipes de emergência continuam trabalhando para localizar sobreviventes e recuperar vítimas. As operações, porém, têm sido prejudicadas pelo mau tempo, pelo aumento do nível dos rios e pelo risco de novos deslizamentos e inundações.

Mais de 10 mil militares nepaleses, além de equipes da China e da Índia, participam dos trabalhos de busca e assistência. Há preocupação especial com trabalhadores que podem estar presos em túneis de projetos hidrelétricos atingidos pela inundação.

As autoridades também emitiram novos alertas para o risco de enchentes em áreas próximas aos rios afetados. Um novo deslizamento chegou a formar uma espécie de barreira natural em um curso d'água, aumentando o temor de novos alagamentos.

Enquanto as buscas avançam, milhares de famílias continuam aguardando informações sobre parentes desaparecidos. O desastre já é considerado um dos eventos transfronteiriços mais graves registrados na região nos últimos anos.