Publicado em 29 de junho de 2026 às 17:27
O número de vítimas fatais decorrentes do terremoto duplo que atingiu o norte da Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 1.719, de acordo com o balanço oficial divulgado pelo governo venezuelano na tarde desta segunda-feira (29). As autoridades registram ainda 5.034 feridos e um contingente de 15.866 pessoas que precisaram abandonar suas casas devido à destruição. O governo alertou que esses números são provisórios e tendem a aumentar nas próximas horas.>
Os sismos registrados na semana passada foram os mais fortes sentidos em território venezuelano em mais de 100 anos. Projeções da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que o desastre afetou diretamente a vida de mais de 6 milhões de pessoas. Além disso, a entidade estima que cerca de 50 mil pessoas possam estar desaparecidas em meio aos destroços de prédios e casas que desabaram.>
As áreas mais castigadas concentram-se no litoral leste, com destaque para a cidade de La Guaira, Caracas e Maiquetía. Devido aos danos severos, o Aeroporto Internacional Simón Bolívar permanece fechado por tempo indeterminado. Segundo a presidente interina Delcy Rodríguez, mais de 770 edifícios sofreram desabamentos parciais ou totais, incluindo dezenas de hospitais e centros comerciais.>
Apesar de o período crucial das primeiras 72 horas para encontrar sobreviventes já ter expirado, as equipes de resgate conseguiram salvar 33 pessoas com vida no último domingo (28). No entanto, as operações têm sido extremamente dificultadas pelo forte calor e pelo cheiro intenso de corpos em decomposição em áreas de escombros. O trabalho é majoritariamente manual devido à complexidade das estruturas colapsadas.>
O risco para a população e para os socorristas permanece alto, pois a atividade sísmica não cessou. Na manhã desta segunda-feira, um novo tremor de magnitude 4,6 foi registrado com epicentro em Caraballeda, a cerca de 30 km de Caracas. Outros abalos secundários, de magnitudes variando entre 4,2 e 4,5, já haviam sido sentidos na sexta-feira e no domingo, mantendo o país em constante estado de alerta.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>