Publicado em 12 de maio de 2026 às 16:20
Nesta terça-feira (12), a Organização Mundial da Saúde afirmou que, até o momento, não há indícios de um surto em larga escala de hantavírus relacionado ao navio de cruzeiro MV Hondius, que navegava pelo Oceano Atlântico. A avaliação foi feita pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante coletiva de imprensa.>
Segundo Tedros, foram registrados 11 casos da doença entre passageiros e tripulantes da embarcação, incluindo três mortes. Dos casos confirmados, nove estão ligados à cepa Andes do vírus, enquanto outros dois seguem como prováveis infecções.>
O diretor-geral reforçou que, apesar da ausência de sinais de um surto maior neste momento, a situação ainda exige atenção devido ao período de incubação do hantavírus, que pode levar dias ou semanas até o surgimento dos sintomas. Por isso, novos casos ainda podem ser identificados nas próximas semanas.>
A OMS informou ainda que não houve novas mortes desde 2 de maio, data em que o órgão foi notificado sobre o surto. Todos os casos suspeitos e confirmados foram isolados e estão sob acompanhamento médico para evitar qualquer risco de transmissão.>
A organização destacou também que os passageiros que já deixaram o navio foram repatriados e estão sendo monitorados pelos respectivos países de origem. A recomendação é que essas pessoas permaneçam sob vigilância por um período de 42 dias após a última exposição ao vírus, registrada em 10 de maio, com prazo até 21 de junho.>
A orientação da OMS é que qualquer pessoa que apresente sintomas procure atendimento imediato e seja isolada para tratamento adequado. A entidade reforçou que segue trabalhando em conjunto com autoridades de saúde dos países envolvidos para acompanhar a evolução do caso e garantir controle total da situação.>