ONU reage a disparos de Israel na direção de grupo de diplomatas

Os disparos causaram pânico e fizeram os diplomatas correrem em busca de proteção.

Estadão Conteúdo

[email protected]

Publicado em 21 de maio de 2025 às 22:19

Guerra na Palestina -
Guerra na Palestina - Crédito: Reprodução

A ONU classificou como "inaceitáveis" os disparos israelenses na direção de um grupo de diplomatas que realizava uma inspeção em Jenin, na Cisjordânia. O Exército de Israel se desculpou e disse que os tiros foram de advertência porque a delegação não seguiu uma rota predeterminada.

Os disparos causaram pânico e fizeram os diplomatas correrem em busca de proteção. A delegação era composta por representantes de 31 países, incluindo Itália, Canadá, Egito, Jordânia e Reino Unido.

Os militares lamentaram o "inconveniente" e disseram que entrariam em contato com os diplomatas para informá-los sobre os resultados de uma investigação interna sobre o caso.

O pedido de desculpas, porém, não evitou uma onda de críticas. O porta-voz da ONU pediu uma investigação completa e disse que o secretário-geral António Gutierres está "alarmado" com os relatos.

O governo brasileiro repudiou a ação das forças armadas israelenses, destacando que o país tem obrigação de "observar preceitos básicos do direito internacional", incluindo a inviolabilidade de agentes diplomáticos.

Um funcionário da ONU informou que mais de uma dúzia de caminhões que deixaram a área da passagem chegaram a armazéns no centro de Gaza na noite de quarta-feira. Ele falou sob condição de anonimato.

Israel disse que 100 caminhões cruzaram para Gaza na quarta-feira.

As organizações humanitárias afirmam que a pequena quantidade de ajuda permitida por Israel está muito aquém do necessário. Cerca de 600 caminhões entravam diariamente durante o cessar-fogo.