Publicado em 1 de março de 2026 às 17:37
Um dia após os ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, neste sábado (28), a paraense Bruna de Lima, que mora em Dubai há seis anos e meio, relatou à reportagem do Roma News como está o clima nos Emirados Árabes Unidos.
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“Quando saí, vi tranquilidade”>
Bruna divide a rotina entre Dubai, São Paulo e Belém. “Eu fico muito na ponte aérea entre Dubai e Belém, Dubai, São Paulo e Belém. Meu filho estuda em Belém e fica com a minha mãe nos períodos em que eu viajo”, contou.>
Hospedada atualmente em um hotel a cerca de 1 km do Burj Khalifa, ela disse que saiu para almoçar neste domingo e percorreu cerca de 14 quilômetros até outro bairro.>
“Eu saí hoje para almoçar e vi muita tranquilidade. As ruas estão mais vazias do que o normal, porque as pessoas estão com medo do que assistem na televisão e na internet. Mas, quando a gente sai, percebe que não está acontecendo o que estão dizendo.”>
Segundo ela, circularam informações nas redes sociais sobre bombardeios em Dubai e danos ao Burj Khalifa.>
“Falaram que Dubai foi bombardeado, que o Burj Khalifa teve problemas, que houve destruição. Eu estou acompanhando os sites oficiais do governo e eles disseram que houve envio de mísseis, mas que foram interceptados. Graças a Deus, nada aconteceu.”>
Ela mencionou que, conforme divulgado localmente, houve registro de impacto em um hotel na região de Palm Jumeirah, mas afirmou que a cidade segue funcionando.>
Tensão durante a madrugada>
Bruna relatou que recebeu duas mensagens oficiais do governo por volta da meia-noite de sábado para domingo, alertando sobre a possibilidade de míssil se aproximando e orientando que a população buscasse local seguro.>
“Foi uma tensão muito grande. Eu resolvi sair da minha casa porque estava sozinha e fui para um hotel por decisão minha. Quando cheguei, pediram que a gente descesse para o subsolo, para o bunker do hotel. Muitas pessoas desceram, houve nervosismo, mas não passou disso.”>
Ela afirma que não ouviu explosões nem presenciou qualquer movimentação de ataque.>
“Não houve barulho, não houve nada. Foi só aquele momento de tensão.”>
Aeroporto e orientações>
Com o fechamento temporário do espaço aéreo e a suspensão de voos, houve movimentação intensa nos aeroportos. Bruna afirma que passou pela avenida do aeroporto de Dubai, mas não viu sinais de danos.>
“Falaram que atacaram o aeroporto. Eu passei pela avenida e não vi nada de destroços, nada de destruição.”>
Segundo ela, as autoridades não determinaram evacuação da cidade.>
“Eles não mandaram ninguém ir para o aeroporto ou para outro lugar. Só pediram para procurar um local seguro e permanecer em casa.”>
Vida e investimentos no país>
Empresária, Bruna afirma ter empresas em Dubai, no Brasil e em Portugal, além de atuar com clientes em países do Oriente Médio.>
“Eu não me sinto insegura aqui. É a primeira vez que vejo algo nesse nível nos Emirados. É um país muito seguro. Fiz grandes investimentos aqui e pretendo continuar.”>
Ela diz que considera trazer a família para morar no país no futuro.>
“Eu me sinto em casa aqui. Acredito muito nesse lugar.”>
Conflito no Oriente Médio>
O presidente Donald Trump confirmou a ofensiva militar e classificou a ação como parte de uma campanha “massiva e contínua”. Segundo ele, o objetivo é “defender o povo americano” do que chamou de “ameaças do governo iraniano”. Após os ataques, o Irã respondeu com o lançamento de mísseis, o que levou países da região a fecharem total ou parcialmente seus espaços aéreos e provocou o cancelamento de voos internacionais.>