Pesquisadora morre após contrair doença de bactéria vazada acidentalmente na Rússia

Autoridades russas colocaram 200 pessoas ligadas ao laboratório em quarentena após o óbito.

Publicado em 5 de outubro de 2026 às 16:49

Pesquisadora morreu possivelmente por uma bactéria solta em um acidente -
Pesquisadora morreu possivelmente por uma bactéria solta em um acidente - Crédito: Reprodução/Redes Sociais.

Por Rui Guilherme Filho - Belém (PA)

A pesquisadora Daria Shipilova, de 28 anos, morreu após desenvolver uma pneumonia de causa desconhecida no Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk, em Shelekhov, na Rússia. De acordo com a agência estatal russa TASS, autoridades investigam a suspeita de um acidente no laboratório ter liberado uma bactéria que faz uma infecção perigosa em contato com seres humanos. Autoridades do país colocaram 200 pessoas diretamente ligadas ao laboratório em quarentena.

Ainda segundo a agência, não está claro exatamente o que foi liberado. De acordo com a autoridade responsável por doenças infecciosas, a Rospotrebnadzor, Shipilova morreu no incidente diagnosticada com essa pneumonia desconhecida e que “A situação sanitária e epidemiológica na região de Irkutsk e nas cidades de Irkutsk e Shelekhov está estável”.

O governador da Buriácia, Alexei Tsydenov, chegou a dizer que a pesquisadora morreu “possivelmente” de peste pneumônica, observando que não está tendo surtos dessa doença na região. Para isso, uma reunião extraordinária da comissão antiepidêmica regional foi realizada com o principal médico sanitarista da Rússia. O fato levou a uma fábrica próxima ao laboratório instruir os funcionários a usarem máscaras como medida preventiva. O diretor da Fábrica de Alumínio de Irkutsk, Artem Fominikh, também pediu calma e observou que “há muitos boatos e relatórios conflitantes circulando”. Uma das maternidades da cidade teve que ser colocada em quarentena, de acordo com o portal independente Liudi Baikala.

A peste pneumônica, pela qual Alexei se referiu, é um dos três tipos de peste causados pela bactéria Yersinia pestis. Os outros dois tipos normalmente se espalham pelo contato com pulgas infectadas (como a Peste negra ou Bubônica, que já matou muitas pessoas na europa no século XIV), animais ou tecidos infectados. No entanto, a peste pneumônica pode ser transmitida facilmente de pessoa para pessoa por meio de partículas respiratórias.

Pacientes infectados pela doença podem ter sintomas como febre, dor de cabeça, fraqueza, falta de ar, dor no peito e tosse. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a peste tem alta taxa de mortalidade, mas pode ser tratada com antibióticos e medidas de prevenção de infecções.