Petroleiros “começam a passar” pelo Estreito de Ormuz

Trump mantém postura firme contra o Irã, enquanto o preço do petróleo atinge US$ 100 e a rota de navios começa a ser liberada

Publicado em 17 de março de 2026 às 11:10

Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz Crédito: Redes Sociais/X

Em declaração realizada na manhã desta terça-feira (17), Kevin Hassett, assessor econômico da Casa Branca, informou que os navios petroleiros estão começando a passar aos poucos.

Sem entrar em muitos detalhes, ele relatou que o presidente Donald Trump não vai recuar até que a guerra contra o Irã chegue totalmente ao fim. O conflito já chega ao seu 18º dia.

“Já se vê petroleiros começando a passar lentamente pelo estreito, e acho que isso é um sinal de quão pouco restou para o Irã. Estamos muito otimistas de que isso vai terminar em breve, e então haverá repercussões nos preços por algumas semanas, quando os navios chegarem às refinarias”, relatou Kevin.

Estreito de Ormuz:

O Estreito de Ormuz está localizado entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico. Neste local, circula aproximadamente 20% do petróleo comercializado no mundo.

Devido aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã, responsável por bloquear a passagem, decidiu bloquear o local. Desde então, navios petroleiros que transportavam combustível produzido em países do Golfo estão impedidos de transitar na região.

O governo iraniano informou, após 17 dias, que o Estreito de Ormuz funciona sob “condições especiais”, informando que navios de alguns países já foram autorizados a circular nessa região.

De acordo com informações, navios indianos cruzaram o estreito no último fim de semana. Anteriormente, o país persa afirmou que Ormuz estava aberto para todos, exceto para os EUA e seus aliados.

O preço do barril tipo Brent, usado como referência internacional, disparou e já ultrapassa a casa dos US$ 100. Essa elevação no preço foi em função do bloqueio, ocasionando crise no setor petrolífero.

Nas últimas semanas, Trump afirmou que os EUA começariam a escoltar embarcações no local. Os planos, contudo, não avançaram. A expectativa é que o presidente norte-americano se reúna com o líder chinês, Xi Jinping, após o conflito.