Presidente da Colômbia acusa possível bombardeio do Equador que deixou 27 mortos na fronteira

Equador nega ataque fora de seu território e diz que operação mira grupos ligados ao narcotráfico

Publicado em 17 de março de 2026 às 22:54

(Gustavo Petro, presiddente da Colômbia) 
(Gustavo Petro, presiddente da Colômbia)  Crédito: Redes Sociais/Instagram 

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta terça-feira (17), que um bombardeio na região de fronteira pode ter sido realizado pelo Equador, após a descoberta de 27 corpos carbonizados e de um artefato explosivo próximo ao local.

Em publicação nas redes sociais, Petro declarou que o ataque não teria sido conduzido por grupos armados ilegais, que não possuem aeronaves, nem pelas forças colombianas. “Eu não dei essa ordem. Há 27 corpos carbonizados e a explicação apresentada não é crível”, afirmou.

Segundo o presidente colombiano, bombas teriam caído nas proximidades de comunidades que vinham substituindo plantações de folha de coca por cultivos legais, como café e cacau. Ainda não há confirmação oficial sobre a data do bombardeio nem a identidade das vítimas.

Na segunda-feira (16), Petro já havia levantado a hipótese de envolvimento equatoriano e afirmou que não deseja um conflito com o país vizinho. Ele também disse ter solicitado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que intervenha diplomaticamente junto ao governo equatoriano.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, negou as acusações e afirmou que as operações militares estão restritas ao território equatoriano. “Estamos atuando em nosso território, não no seu”, declarou. Segundo ele, os ataques fazem parte de uma ofensiva contra o narcoterrorismo, com foco em grupos criminosos, muitos deles de origem colombiana.

A tensão ocorre em meio a uma megaoperação lançada pelo Equador no último domingo (15), com apoio dos Estados Unidos, para combater cartéis de drogas. A ação mobiliza cerca de 75 mil militares e inclui operações por terra, ar e mar, além da imposição de toque de recolher em áreas estratégicas.

O país também integra o chamado “Escudo das Américas”, uma aliança recente formada por 17 nações do continente com o objetivo de enfrentar ameaças à segurança regional. A Colômbia não faz parte do acordo.

Apesar da escalada nas declarações, Petro afirmou que não pretende levar a situação a um conflito armado, enquanto as circunstâncias do episódio seguem sob apuração.

Com informações do portal G1