Quarta morte de militar dos EUA eleva tensão após ataque iraniano no Golfo Pérsico

Soldado ferido em ofensiva contra o porta-aviões USS Abraham Lincoln não resiste, enquanto confrontos se espalham pelo Oriente Médio.

Publicado em 2 de março de 2026 às 10:28

Quarta morte de militar dos EUA eleva tensão após ataque iraniano no Golfo Pérsico
Quarta morte de militar dos EUA eleva tensão após ataque iraniano no Golfo Pérsico Crédito: Reprodução/Redes sociais

O governo dos Estados Unidos confirmou nesta segunda-feira (02) a quarta morte entre militares norte-americanos desde o início da nova escalada de confrontos com o Irã. O soldado estava internado em estado grave após o ataque iraniano contra o porta-aviões USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico, e não resistiu aos ferimentos.

A informação foi divulgada pelo Comando Central dos Estados Unidos, que afirmou que as operações militares continuam e que medidas de resposta seguem em andamento. As três primeiras mortes haviam sido registradas no domingo, logo após a ofensiva iraniana.

Em declaração pública, o presidente Donald Trump reconheceu a possibilidade de novas baixas e afirmou que os Estados Unidos irão retaliar. Segundo ele, o país dará uma resposta dura aos responsáveis pelos ataques.

A ofensiva do Irã ocorreu como reação direta aos bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano no último sábado. A ação conjunta resultou na morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, fato confirmado posteriormente por Teerã.

Após a morte do aiatolá, o governo iraniano ampliou sua resposta militar e lançou ataques contra bases norte-americanas espalhadas pelo Oriente Médio. Pelo menos nove países foram atingidos pelas ofensivas, entre eles Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia e Omã.

Autoridades locais também confirmaram vítimas fora do território iraniano. Nos Emirados Árabes Unidos, três pessoas morreram em decorrência dos ataques. No Kuwait, uma morte foi registrada. Já no Bahrein, destroços de um míssil interceptado atingiram um trabalhador, que não sobreviveu.

O conflito se expandiu ainda mais nesta segunda-feira, quando Estados Unidos e Israel realizaram uma nova ação coordenada contra alvos no Líbano. A operação ocorreu após o Hezbollah assumir a autoria de disparos contra Israel no domingo. Depois da retaliação, o Líbano também registrou mortes, embora o número oficial ainda não tenha sido divulgado.

Com o aumento das baixas e a multiplicação de frentes de combate, o cenário no Oriente Médio se torna cada vez mais instável. A sequência de ataques e contra-ataques indica que a crise está longe de um desfecho e mantém a comunidade internacional em alerta diante do risco de um conflito ainda mais amplo.