Roma passa a cobrar ingresso para Fontana di Trevi; entenda

Medida busca conter a superlotação e pode render até € 6 milhões por ano aos cofres da capital italiana

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 16:33

Medida busca conter a superlotação e pode render até € 6 milhões por ano aos cofres da capital italiana
Medida busca conter a superlotação e pode render até € 6 milhões por ano aos cofres da capital italiana Crédito: Reprodução

Um dos cartões-postais mais famosos do mundo, a Fontana di Trevi, em Roma, passou a ter acesso pago para turistas a partir desta segunda-feira (2). A medida foi implementada pela prefeitura da capital italiana com o objetivo de reduzir a superlotação causada pelo turismo de massa e arrecadar recursos para a manutenção do local.

A taxa é de dois euros por pessoa, cerca de R$ 12,44 na cotação atual, e dá direito à entrada na área delimitada no topo da escadaria, onde os visitantes podem se aproximar da fonte barroca e tirar fotos em frente ao monumento, imortalizado em produções como La Dolce Vita, de Federico Fellini.

Apesar da cobrança, a maior parte da praça onde está localizada a Fontana di Trevi segue com acesso gratuito. Quem optar por permanecer nessa área aberta ainda consegue observar o monumento e fazer registros fotográficos sem pagar pela entrada na zona mais próxima da fonte.

Segundo a prefeitura de Roma, a expectativa é arrecadar ao menos seis milhões de euros por ano com a medida. De acordo com o assessor de Turismo da cidade, Alessandro Onorato, os recursos serão utilizados para financiar a gestão do espaço, que recebe diariamente milhares de visitantes.

Parte da arrecadação será destinada à contratação de 25 atendentes, identificados por coletes azuis, responsáveis pela bilheteria e pela organização do fluxo de turistas na área cercada. Além disso, o valor também deve viabilizar a entrada gratuita de moradores de Roma em diversos museus da capital.

A cobrança na Fontana di Trevi se soma a outras iniciativas adotadas por cidades europeias para lidar com os impactos do turismo em massa, buscando equilibrar a preservação do patrimônio histórico, a experiência dos visitantes e a qualidade de vida da população local.

Com informações do Metrópoles