'Ministros não fugiram dos compromissos constitucionais', diz Lula ao defender STF

Ao falar aos magistrados, Lula afirmou que os ministros mantiveram seus compromissos constitucionais mesmo diante de pressões e ameaças

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 17:17

Ao falar aos magistrados, Lula afirmou que os ministros mantiveram seus compromissos constitucionais mesmo diante de pressões e ameaças.
Ao falar aos magistrados, Lula afirmou que os ministros mantiveram seus compromissos constitucionais mesmo diante de pressões e ameaças. Crédito: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa do Supremo Tribunal Federal (STF) e da atuação dos ministros da Corte durante discurso na cerimônia de abertura do ano Judiciário. O evento foi conduzido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, nesta segunda-feira.

Ao falar aos magistrados, Lula afirmou que os ministros mantiveram seus compromissos constitucionais mesmo diante de pressões e ameaças. Segundo o presidente, a postura do STF reafirmou que conflitos políticos no país devem ser resolvidos por meio das leis, do diálogo institucional e das urnas.

“Por agirem de acordo com as leis, ministras e ministros desta Suprema Corte enfrentaram toda sorte de pressões, e até ameaças de morte. Mesmo assim, não fugiram de seu compromisso constitucional”, declarou.

Lula também citou o julgamento da trama golpista que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de aliados. Para o petista, as decisões reforçaram a legitimidade democrática e demonstraram que nenhuma autoridade está acima da lei.

“O julgamento fortaleceu a confiança na Justiça e mostrou que a democracia brasileira saiu desse processo mais forte e mais madura”, afirmou. O presidente acrescentou que uma democracia sólida depende de instituições confiáveis e que futuras tentativas de golpe serão punidas com rigor.

Ao encerrar o discurso, Lula disse que a democracia exige vigilância permanente, compromisso e coragem para ser preservada. “Ela está em constante construção e precisa de instituições capazes de defendê-la”, concluiu.

Com informações do Metrópoles